Crédito agrícola

Direção Geral do Tesouro e Finanças não vende a Sinagoga à Câmara de Tomar

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Na próxima reunião de Câmara, agendada para segunda feira, dia 31 de agosto, Anabela Freitas vai dar a conhecer a todo o executivo, a decisão da Direção Geral do Tesouro e Finanças (proprietária do imóvel) sobre a aquisição da Sinagoga de Tomar.

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Segundo “o ofício, SAI_DGTF/2020/1680 – SDG-Pat/26-05-9 da Direção Geral do Tesouro e Finanças, remetido em resposta à deliberação tomada pelo Executivo Municipal em 22 de junho de 2020, relativamente à aquisição da Sinagoga de Tomar e do edifício contíguo, informa que não é possível a alienação do imóvel à Câmara Municipal de Tomar, uma vez que, estando classificado como Monumento Nacional, ingressou no domínio público”.

Recorde-se que a Câmara de Tomar, na reunião do executivo realizada no dia 22 de junho último tinha aprovado por unanimidade, comprar a Sinagoga por 87 mil euros, valor calculado por uma avaliação efetuada por um perito externo.

Construída na segunda metade do séc. XV, a Sinagoga esteve ao abandono após a expulsão dos judeus. Foi adega, celeiro e armazém, até que em 1923 o judeu Samuel Schwarz redescobre o monumento, compra-o e seis anos depois doa-o ao Estado Português com a condição de ali ser instalado um Museu Luso-Hebraico.

Nos anos 80 do século passado foram os moradores da antiga rua da Judiaria que tiveram a iniciativa de reabrir e cuidar do monumento. Entretanto nas últimas décadas tem sido a Câmara a tomar conta da Sinagoga, onde investiu, há cerca de um ano, mais de 300 mil euros em obras de reabilitação.

A Sinagoga de Tomar recebe em média mais de 30 mil visitantes por ano, é o segundo monumento mais visitado em Tomar, depois do Convento de Cristo.

 

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