Torres Novas: Há cada vez menos jovens que querem ser polícia

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Há cada vez menos portugueses a quererem ser polícias. Número de candidatos no concurso da PSP voltou a cair. É uma tendência que se confirma: há cada vez menos jovens portugueses a quererem ser polícias. O recrutamento extraordinário da PSP, que pretendia colmatar insucesso do último curso, teve apenas 3.000 candidatos, menos 500 do que no processo anterior. Curso que decorre em Torres Novas já só conta com cerca de 580 elementos para 1.020 vagas, avança a VISÃO.
Oficialmente, a PSP ainda não divulgou estes números. Mas, à VISÃO, fonte ligada ao processo confirma “uma tendência de queda, em comparação com os concursos anteriores”, depois do fecho das inscrições, na passada 2.ª feira, 27.
No último concurso, aberto no ano passado, tinham-se candidatado 3.500 pessoas para 1.020 vagas. Na altura, foram validadas 2.500 inscrições, mas a maior parte dos candidatos acabaria por chumbar ou desistir logo na 2.ª fase do processo. Apesar de disponíveis 1.020 vagas, apenas 648 candidatos ingressariam no curso, que teve início em dezembro, e que ainda decorre na Escola Prática de Polícia, em Torres Novas. Pior: volvidos três meses, apenas cerca de 580 formandos se mantêm no curso, o que significa que, para já, pelo menos, 43% das vagas previstas vão ficar por preencher.
O afastamento da população mais jovem da polícia é uma tendência que tem vindo a acentuar-se, ao longo dos últimos anos, o que até levou a PSP a redefinir os critérios para a entrada de novos agentes, “aligeirando” algumas regras.
Contactado pela VISÃO, Paulo Santos, presidente da Associação Sindical. dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), lamenta “a falta de atratividade” que, segundo o próprio, resulta “dos baixos salários, falta de mobilidade interna e constante perda de direitos e condições laborais, ao longo dos últimos anos, por parte dos agentes da PSP”.
Confrontado com estes números, o líder do principal sindicato da PSP admite que “não fica surpreendido”, remetendo mais explicações “para o Ministério da Administração Interna (MAI) e para a direção nacional da PSP”.
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