Chamusca

Livro dedicado aos Avieiros e à sua cultura vai ser apresentado na Feira do Livro, em Lisboa

Do autorJoão Francisco Gomes.

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No próximo sábado dia 3 de Setembro, irá ser lançado o livro dedicado aos Avieiros e à sua cultura. Será na Feira do Livro de Lisboa (FLL), numa edição da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

O local do lançamento será na “Praça da Fundação” de acordo com o convite que enviamos em anexo.Trata-se de um momento importante, que poderá vir a relançar a candidatura da cultura Avieira a património nacional e da UNESCO.

Resumo

“Nos séculos XIX e XX, o mar revolto obrigou centenas de famílias de pescadores da Praia da Vieira (Leiria) a procurar uma alternativa à pesca de arrasto tradicional da costa, impossível de praticar com segurança durante o inverno. Encontraram-na na pesca fluvial no rio Tejo e assim iniciaram um dos movimentos migratórios internos mais marcantes em Portugal: primeiro de modo pendular (inverno no rio, verão no mar) e depois fixando-se em definitivo no Ribatejo.

Esta fusão deu origem a uma cultura ribeirinha com características próprias (barcos, casas, gastronomia e religião), mas muito marginalizada, sobre a qual o neorrealista Alves Redol escreveu em 1942. Hoje, ainda subsistem alguns vestígios desta vivência nas margens do Tejo e na Praia da Vieira. Este livro vai em busca deles, antes que desapareceram”.

A cultura avieira é atribuída a certa parte do rio Tejo (um pouco antes deste se abrir ao Mar da Palha), embora ela também se tenha fixado, em menor quantidade, no rio Sado.

Origem da Cultura Avieira

“A sua origem remonta ao século XIX, mas consolidou-se no século XX, quando pescadores vindos de Vieira de Leiria desciam para os rios do sul em busca de sustento por altura do Inverno, quando a ira do mar dava de si e o trabalho em águas profundas se tornava menos rentável e mais perigoso.

Os avieiros são, no fundo, isto, uma migração. Uma migração mais ou menos recorrente, de movimento pendular, mas singular neste país, pelas marcas que deixou em algumas aldeias que ainda hoje são reconhecidas como aldeias avieiras, sendo Escaroupim exemplo maior. Uma migração, também, controversa, por toda a resistência que estes homens avieiros encontraram por parte da população já ali residente, dura e sem medo de os descriminar”.

www.portugalnummapa.com/cultura-avieira/

Convite Lancamento de Livro Avieiros Hoje

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