Médico tenta recusar assistência a idoso inconsciente no Hospital de Santarém

E se fosse uma pessoa da tua família?

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A história é relatada pela rederegional, que nos conta uma situação, que ocorreu no dia 1 de outubro, por volta das 14h30, nas urgências do Hospital de Santarém e, que deixa bem claro, a situação a que chegou o SNS e alguns dos seus médicos que parece que se tornaram insensíveis ao valor da vida humana.

Segundo a rederegional, “uma equipa dos Sapadores Bombeiros de Santarém fez queixa de um médico que tentou recusar a entrada de um idoso inconsciente nas Urgências do Hospital de Santarém, alegando que o serviço não estava a aceitar doentes por falta de profissionais de saúde.

O caso ocorreu este domingo, dia 1 de outubro, por volta das 14h30, depois dos bombeiros terem sido acionados para socorrer um homem de 88 anos, cujo estado de saúde se estava a agravar rapidamente.
Depois de avaliar a vítima, os bombeiros tentaram contatar sem sucesso o CODU, em duas chamadas telefónicas, durante mais de 8 minutos, para saber qual era a unidade hospitalar de destino da vítima.
Sem resposta do CODU e com o idoso inconsciente dentro da ambulância, a equipa dirigiu-se às Urgências do Hospital de Santarém, onde foi mal recebida e descomposta por um dos médicos que estava de serviço.
“Não sabe que o hospital está fechado? O que vem para aqui fazer com esta vítima?”, terá dito o clínico, segundo a queixa dos bombeiros, que foi enviada para o Comando da Corporação, Câmara de Santarém, para o próprio Hospital e para a Ordem dos Médicos.

O episódio ocorreu “dentro da Sala de Emergência e toda a equipa de Enfermagem ouviu o que foi proferido por este médico”, relatam os queixosos, explicando que denunciaram a situação por “não considerarem esta uma atitude digna de um profissional de saúde”.
“É inadmissível que num hospital de capital de distrito se chegue ao ponto de não se prestar socorro em qualquer situação”, tratando-se, para mais, de “uma vítima em estado de inconsciência”, acrescentam os bombeiros.

Contatado pela Rede Regional, o Conselho de Administração informa que “será instaurado um processo de inquérito e averiguação” ao sucedido, uma vez que já tinha chegado ao seu conhecimento que o médico “terá tido um discurso inadequado”.
O Conselho de Administração sublinha que “o doente em questão foi triado e atendido de imediato no Serviço de Urgência Geral do HDS”.

Histórias que nos obrigam a pensar e a olhar o futuro com grande pessimismo. Há que mudar, e criar as condições que são necessárias quer aos médicos como aos portugueses quando têm necessidade de recorrer a uma urgência de um hospital.

IM

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