Segundo comunicado da Câmara Municipal de Tomar, a gravidade dos estragos causados pela depressão Kristin e aos seus efeitos severos sobre infraestruturas, serviços essenciais e bens e famílias, o Governo declarou «Situação de Calamidade» nas áreas mais afetadas pelo fenómeno, incluindo o Município de Tomar.
Esta medida foi formalizada na Resolução do Conselho de Ministros n.º 15-B/2026, de 30 de janeiro e vigora entre as 00h00 do dia 28 de janeiro e as 23h59 do dia 1 de fevereiro de 2026, podendo ser prorrogada se necessário.
𝗢 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗶𝗴𝗻𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮 𝗦𝗶𝘁𝘂𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝗹𝗮𝗺𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲
A Situação de Calamidade é o nível mais elevado de intervenção previsto na lei de proteção civil, aplicado quando um acidente grave ou catástrofe, ou o perigo da sua ocorrência, exige medidas excecionais para proteger vidas, prevenir riscos e restabelecer as condições normais de vida das populações.
Esta declaração tem por objetivo permitir que as autoridades competentes possam atuar com direitos e poderes reforçados para proteger pessoas, bens e restabelecer a normalidade.
𝗣𝗿𝗶𝗻𝗰𝗶𝗽𝗮𝗶𝘀 𝗶𝗺𝗽𝗹𝗶𝗰𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗽𝗼𝗽𝘂𝗹𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗧𝗼𝗺𝗮𝗿
Com a declaração da Situação de Calamidade passam a vigorar medidas excecionais que podem incluir:
– Apoios de emergência às populações mais afetadas, incluindo acesso a bens essenciais, alojamento e cuidados de saúde;
– Apoio às famílias das vítimas e a quem sofreu lesões graves;
– Reparação e reconstrução de infraestruturas públicas e equipamentos municipais;
– Apoios financeiros às famílias e empresas, em complemento à cobertura dos seguros;
– Ações de contenção de impactos ambientais e restauro do património natural e cultural.
𝗥𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝘀𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗲 𝗼𝗯𝗿𝗶𝗴𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲
Durante a Situação de Calamidade, todos os cidadãos, residentes e entidades privadas da área abrangida têm as seguintes obrigações:
– Colaborar com as autoridades de Proteção Civil sempre que solicitado;
– Cumprir rigorosamente as ordens e orientações emitidas pelas autoridades competentes;
– Respeitar as restrições temporárias impostas à circulação ou permanência em zonas específicas, por razões de segurança;
A recusa em obedecer às ordens legítimas pode constituir crime de desobediência, de acordo com a legislação em vigor.
𝗔𝗰𝗲𝘀𝘀𝗼 𝗮̀𝘀 𝗽𝗿𝗼𝗽𝗿𝗶𝗲𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗲 𝘂𝘁𝗶𝗹𝗶𝘇𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗿𝗲𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼𝘀
A declaração de Situação de Calamidade também legitima, na área abrangida e apenas na medida do estritamente necessário:
– o acesso dos agentes de proteção civil a propriedades privadas;
– a utilização temporária de recursos naturais ou energéticos privados para garantir a reposição da normalidade.
Por sua vez, a Câmara Municipal de Tomar apela à calma, solidariedade e cooperação de todos. Durante este período, solicita à população que:
– Siga atentamente as orientações das autoridades, especialmente em áreas com riscos identificados; Evite deslocações desnecessárias e locais perigosos; Utilize apenas as fontes oficiais para informações atualizadas.






