Crise diretiva na APAT suspende atividade no canil/gatil municipal de Tomar

Está em causa a continuidade da Associação Protetora de Animais de Tomar

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Segundo uma nota informativa da APAT – Associação Protetora de Animais de Tomar, publicada na sua página do facebook, dá conta que a atual direção desta associação irá terminar funções no dia 31.01.2024. Dia a partir do qual deixam de ter funcionários nas instalações do Canil/Gatil Intermunicipal de Tomar; como ainda deixará de existir a página no facebook.
A direção alerta, assim, para a consciencialização de que toda e qualquer atividade anteriormente realizada pela APAT, como visitas com animais a outras Instituições de apoio social, deixará de ser efetuada pela APAT. Chamam também para a consciencialização de que qualquer donativo entregue, a partir da data indicada, nas instalações do Canil/Gatil Intermunicipal de Tomar, terá como beneficiário a Câmara Municipal de Tomar, a quem deverá ser solicitado um recibo de donativo (mesmo que o donativo seja em espécie).

Segundo conseguimos apurar a presidente da associação, Teresa Vigário, por motivos de saúde e de cansaço anunciou a sua saída, o que arrastou todos os elementos da direção que não quiseram ficar sem a sua presidente, acabando todos por se demitirem. A demissão ocorreu em dezembro último, mas a pedido do presidente da Câmara, Hugo Cristóvão, a direção manteve-se mais um mês em funções.
Entretanto foram convocadas eleições para a APAT, mas não houve listas candidatas, e com esta crise diretiva deixa de ter atividade. A associação continua a existir em termos legais (registo aberto nas Finanças) até que seja uma nova direção eleita.
Segundo Teresa Vigário, há situações que ao longo do tempo foram criando um desgaste emocional, nomeadamente o facto da associação, no protocolo que celebrou com a autarquia, não poder recolher animais abandonados e todos os dias eram confrontados com situações que não podiam assumir.
Apesar disso Teresa Vigário reconhece que o trabalho, em parceria com a Câmara Municipal de Tomar, foi positivo e não tem nada apontar à ex-presidente, Anabela Freitas como ao atual presidente.
No mesmo protocolo, estava estabelecido um pagamento de um subsídio por parte da Câmara à APAT, o qual era utilizado para pagar os vencimentos de dois funcionários da APAT que asseguravam a limpeza aos fins-de-semana e feriados. Mas o montante mal chegava para o pagamento destas despesas. “Estava a ser cada vez mais difícil”, diz-nos Teresa Vigário.
Teresa Vigário refere ainda o profissionalismo e a dedicação da veterinária Susana Dias que foi contratada há cerca de três anos pela autarquia. Recorda ainda que antes da sua contratação a APAT esteve cerca de três anos a gerir por completo este espaço, onde chegam cada vez mais animais abandonados. Tem-se registado nos últimos tempos mais abandonos de animais, encontrando-se o canil/gatil praticamente lotado.
Recorde-se que APAT existe há mais de 25 anos, funcionou durante vários anos numas instalações no Flecheiro, sem condições, até que foi transferida para o canil/gatil da Câmara Municipal de Tomar após a celebração de um protocolo.
Foi esta associação que durante muitos anos foi o porto de abrigo de animais errantes que vagueavam por Tomar e por outros concelho vizinhos.
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