Sexta-feira, 2 Janeiro 2026
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Médio Tejo: Quase metade dos incêndios rurais de 2025 tiveram origem criminosa

Quase metade dos incêndios rurais registados este ano no Médio Tejo tiveram origem criminosa. Segundo dados divulgados na quinta-feira, 47% das 206 ocorrências foram provocadas intencionalmente, enquanto 42% resultaram de negligência.

Os números foram apresentados em Ourém pelo comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil, David Lobato, durante a reunião do Centro Coordenador Operacional Sub-Regional do Médio Tejo, que fez o balanço do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), encerrado a 15 de outubro.

Menos incêndios, menos área ardida

Em 2025, arderam 113,2 hectares na sub-região do Médio Tejo — o segundo valor mais baixo desde 2020.
Comparando com a média dos últimos cinco anos (2020–2024), houve menos 19% de incêndios e menos 95% de área ardida.

“Ganhamos, antecipando”, afirmou David Lobato, sublinhando a importância da prevenção, do reforço de meios e da resposta rápida no terreno.

Ourém e Abrantes concentram mais ocorrências

O concelho de Ourém lidera o número de incêndios rurais (69), seguido de Abrantes (60) e Tomar (19).
Em área ardida, Abrantes regista o maior valor, com 68,9 hectares, seguido de Torres Novas (17,7) e Ourém (13,7).

Causas identificadas:

  •  95 incêndios intencionais (ação criminosa)
  •  81 por negligência
  •  4 reacendimentos
  •  2 naturais
  •  16 com origem desconhecida
Prevenção e resposta rápida

O comandante destacou o reforço das equipas de vigilância, o pré-posicionamento de meios técnicos e o apoio das juntas de freguesia equipadas com kits de primeira intervenção.

“Um incêndio a começar apaga-se com um balde de água”, afirmou, defendendo a criação de equipas locais de Proteção Civil em todas as freguesias.

Nos 49 dias de risco máximo deste verão, a articulação entre bombeiros, sapadores florestais, autarquias e outras entidades foi essencial para travar grandes incêndios.

“O Médio Tejo tem um grande problema: o incendiarismo”

Apesar dos resultados positivos, David Lobato reconhece que o incendiarismo continua a ser um dos principais desafios da região.
O comandante elogiou o trabalho da GNR, da Polícia Judiciária e do Grupo de Redução de Ignições, que identificaram e detiveram vários suspeitos, sobretudo no concelho de Ourém. “É preciso ir mais longe na sensibilização — às freguesias e às aldeias”, defendeu Lobato.

Médio Tejo reforça ajuda a outras regiões

Durante este ano, apenas quatro incêndios exigiram ataque ampliado, dois deles em Abrantes e os restantes em Torres Novas e Ourém — todos de origem negligente.

A sub-região prestou ainda 91 apoios a outras zonas do país, com destaque para a Lezíria do Tejo (30 intervenções) e a Região de Leiria (29).

O Comando Sub-Regional do Médio Tejo abrange 11 concelhos — Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha — e conta com 13 corporações de bombeiros. Resumo

  • 206 incêndios rurais em 2025
  • 47% de origem criminosa
  • 42% por negligência
  • 113 hectares ardidos
  • Nenhuma vítima mortal nem feridos graves

 

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