Guilherme Rosa procura «ativistas» para fundar o Partido da Diáspora

Guilherme Rosa é tomarense e viveu 16 anos em Londres

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Em entrevista ao Luso Jornal, o tomarense Guilherme Rosa que viveu 16 anos em Londres, e que agora regressou a Portugal, quer ajudar a fundar um Partido da Diáspora. Para já criou o MEU-P, Movimento dos Emigrantes Unidos, um projeto exclusivamente vocacionado para emigrantes.

“Pretende-se criar um Movimento que procure unir Compatriotas na Diáspora interessados em criar um Partido Português que, em última instância, possa eleger representantes parlamentares nas próximas eleições legislativas portuguesas, nos círculos eleitorais da Europa e do resto do Mundo” explica o fundador do projeto.

A ideia nasceu no ano passado, quando Guilherme Rosa participou no Congresso do Partido Socialista. “Eu era militante do PS e participei no Congresso em representação da Secção do PS Português no Reino Unido, mas quando vim do Congresso tomei logo a decisão de tentar fundar um partido. Bastou ver no Congresso como as coisas funcionam e perceber que nós não temos peso nenhum”, explica ao LusoJornal.

Desde então desfiliou-se do Partido e lançou a ideia. “Confesso que não constatei mobilização” conta. Deixou então passar as eleições legislativas deste ano, e preparou um site internet que agora lançou. “Esta é a minha última tentativa. Se houver interessados, podemos avançar, se não houver, pronto, pelo menos tentei”.

Natural de Luanda, Guilherme Rosa cresceu em Tomar para onde agora regressou. Licenciado em Relações Internacionais, exerceu durante 10 anos a profissão de bancário na capital Britânica, nomeadamente no Montepio e no Millennium BCP. Em 2004 foi eleito “Councillor” (Vereador) pelo Partido Trabalhista, na Câmara de Lambeth, na zona do “Little Portugal”. Chegou mesmo a ser “Deputy Mayor” de 2017 a 2018. Fundou a plataforma cívica Portugueses4Europe, em maio de 2016, em contestação organizada ao Brexit.

“Este é um projeto em prol dos emigrantes. Eu não quero liderar este Partido, até porque já regressei a Portugal, quero apenas ajudar, preparei tudo e penso que o que preparei pode ser uma boa base para lançar o Movimento que levará à criação do Partido” explica Guilherme Rosa. “Não é uma ação para o tacho” repete.

Mas confessa também que não é nenhuma reação contra o PS.

“Procuraremos agregar todos os que estejam dispostos a fundar e trabalhar em prol deste novo Partido político que se candidate nas próximas eleições legislativas nos círculos eleitorais da Europa e resto do Mundo, procurando eleger genuínos representantes membros das Comunidades da Diáspora”.

Numa primeira fase, Guilherme Rosa quer encontrar líderes de opinião na Diáspora para constituição de grupo de Fundadores, que possam desenvolver o início do projeto, trabalhando para o notabilizar. “Contactei os membros do Conselho das Comunidades mas eles não se mostraram interessados, depois enviei mails às associações portuguesas espalhadas pelo mundo, mas a maior parte dos mails estavam errados” explica ao Luso Jornal.

“Para mim a França é um país importante, porque é em França que está uma grande parte da emigração” conta Guilherme Rosa. Quando tiver representantes nos diferentes países poderá então ser organizado o Congresso Fundacional. Para chegar a Partido é necessário recolher 7.500 assinaturas. “Podemos fazer uma subscrição digital destas assinaturas”, explica. E é a partir dali que pode ser eleita uma Direção constituinte.

Guilherme Falcão Rosa avança já com algumas ideias programáticas, “mas é tudo para debater. Quem decide estas coisas vai ser o Partido, não sou eu. Eu apenas lanço uma base de trabalho”.

O voto eletrónico e o aumento de representantes no Parlamento são os primeiros dos objetivos propostos para o MEU-P. “Ter Parlamentares genuinamente Emigrantes e não figuras impostas pelos Partidos”, é outra das propostas de Guilherme Rosa, assim como “Redução de impostos sobre os juros no sistema de poupança emigrante e incentivo a Poupança em Portugal e redução do IMI nos imóveis de Emigrantes, na sua reabilitação e dinamização da sua rentabilização”.

Guilherme Rosa quer ainda um Ministério das Migrações e até “uma Universidade vocacionada que potencie academicamente os lusodescendentes”. Defende “o igualitarismo e representatividade de todos” respeitando as regras de paridade de género, mas também “queremos ter nas listas de candidatos membros que sejam LGBTs, Cidadãos com deficiências, membros de origem Africana ou Lusófona e Lusodescendentes”.

Numa entrevista ao LusoJornal, Guilherme Rosa diz que o Partido deve “contribuir para a coesão nacional e o amadurecimento democrático” e refere que nem é de Direita, nem de Esquerda, “somos do Centro”.

António Freitas

 

 

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