Almeirim: Sopa da Pedra certificada pela União Europeia

Seguem-se as caralhotas e o melão.

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O tradicional prato gastronómico «Sopa da Pedra» de Almeirim já foi certificado pela União Europeia e publicado no Jornal da Comunidades. Certificação da Sopa da Pedra como ETG – Especialidade Tradicional Garantida.

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Este foi um processo que resultou de uma parceria entre a Câmara de Almeirim, a Associação de Restaurantes da Sopa da Pedra e o Turismo do Alentejo. O processo para a certificação teve inicio em 2018, com a entrega do caderno de especificações no Ministério da Agricultura em abril de 2019.

“Passados mais de 4 anos, quero relembrar que muitos foram os que não acreditaram. Os que disseram que isto é show-of político, mas nada se faz sem trabalho. E já agora acrescento outra, nada se faz sem acreditarmos. E todos os envolvidos acreditaram que este era o caminho. A garantia que no futuro quem quiser provar a verdadeira, a única Sopa da Pedra tem de vir cá. É aqui que estão os produtos de excelência. É aqui que se cumpre um caderno de especificações ancestral” refere o presidente da Câmara de Almeirim, Pedo Ribeiro.

O autarca lembra que ao longo destes anos foi necessário responder “a tudo o que o Ministério da Agricultura e a Comissão Europeia quiserem saber. Desde o tamanho do feijão ao tamanho do cubo da barata, passando pela forma de corte dos enchidos”.

Almeirim quer ser o concelho com mais produtos tradicionais certificados

caralhotas
Caralhotas

Segundo o presidente da Câmara de Almeirim, Pedro Ribeiro, “Este foi, um processo moroso até porque apenas quem tem tudo bem feito recebe este certificado. A Sopa da Pedra é a 1.ª certificação. Ainda esperamos as caralhotas e o melão. Quando estiverem os 3 produtos certificados, seremos o concelho com mais produtos certificados pela União Europeia, em Portugal. Muito orgulho neste trabalho. Muito orgulho em ter parceiros que acreditaram e acreditam que vale a pena fazer bem”, conclui Pedro Ribeiro.

O presidente do município reforça que “a certificação não é um capricho”, uma vez que “estudos da UE mostram que os produtos certificados têm um retorno a dobrar para quem os vende fruto do aumento da notoriedade e das vendas uma vez que consumidor procura cada vez mais o que é genuíno. Ao certificarmos estamos a acrescentar valor ao produto e com isso ganham todos”.

 

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