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A propósito do dia da Mulher

Assinala-se neste domingo, dia 8 de março, o dia Internacional da Mulher.  À parte a visão mercantilista e comercial que lhe tem sido atribuída, importa recordar o que realmente está na génese do dia Internacional da Mulher! O dia Internacional da Mulher foi instituído pela Organização das Nações Unidas em 1975 por forma a assinalar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres! Ao longo dos anos muitas foram as batalhas travadas pelas mulheres na luta pela igualdade de direitos e oportunidades.

Em Portugal, o tempo de ditadura contribuiu para atrasar a mudança de mentalidades e os direitos das mulheres. Mulheres e homens são geneticamente diferentes e isso é inegável, mas será justo que essa diferença por si só determine as oportunidades de cada um? Não podemos de forma nenhuma tolerar a ideia de que as mulheres são o sexo fraco só por serem mulheres. As mulheres têm a capacidade de dar à luz, mas é justo que essa faculdade determine as suas oportunidades? As mulheres em idade fértil são muitas vezes preteridas face a homens ou mulheres mais velhas apenas porque estão em idade de ser mãe. É justo que uma mulher seja castigada profissionalmente por estar em idade de ser mãe ou por querer ser mãe? Não, de forma nenhuma e não podemos tolerar nenhuma atitude discriminatória! Também ao nível remuneratório se verifica que geralmente as mulheres recebem menos que os homens para a realização das mesmas tarefas. Se as tarefas são as mesmas, porque recebem as mulheres menos do que os homens? Sejamos honestos, não é o género de cada um que define capacidades e competências! Trabalho igual merece salário igual!

Socialmente ainda é usual a ideia de que a mulher é a responsável pelas tarefas de casa bem como de tratar dos filhos, sendo muitas vezes visto como um trabalho menor e perpetuando a ideia de menos capacidade das mulheres face aos homens, o que de todo é falso! Efetivamente muitas mulheres acumulam o trabalho de casa com a sua carreira profissional em prejuízo do seu bem-estar pois o seu tempo disponível é passado a realizar tarefas não remuneradas.

Apesar das muitas lutas e conquistas travadas, a verdade é que ainda não temos uma igualdade de direitos plena, pelo que devemos ter consciência que o retrocesso dos direitos adquiridos é como um ladrão à espreita da oportunidade.

Nos últimos tempos o discurso de ódio tem aumentado e muito em Portugal, o que tem impactos na igualdade de género, mas também na igualdade em sentido lato! Os discursos de ódio tendem a incentivar e legitimar a violência. A violência contra as mulheres é algo que continua em Portugal, assistindo-se a ao aumento da mesma em vez da diminuição e isto deve envergonhar-nos a todos! Estes são apenas alguns exemplos demonstrativos de como ainda há muito a fazer na luta pela igualdade!

Assim todos somos chamados na luta pela igualdade plena entre homens e mulheres! É importante que percebamos que todos, homens e mulheres, somos precisos para a construção de uma sociedade mais justa, equilibrada, solidária e fraterna.

Susana Faria

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