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Apicultor de Tomar acusa as autoridades de ignorarem o problema da vespa asiática no concelho

Nuno Ferreira, apicultor de Tomar acusa as autoridades de Tomar por ignorarem o problema da vespa asiática no concelho. No início deste mês, postou na sua página do Facebook uma carta dirigida ao «Povo Tomarense», na qual manifesta a sua indignação pela falta de medidas no combate à vespa asiática.

Nuno Ferreira refere: “Após o envio de vários emails para a Proteção Civil de Tomar, bem como para o atual Presidente da Câmara Municipal de Tomar, a alertar para o grave problema da vespa asiática, venho, mais uma vez, por este meio manifestar a nossa elevada preocupação relativamente ao setor apícola na região de Tomar.

Assistimos, com preocupação, à contínua ausência de intervenção na colocação de armadilhas para captura da Vespa velutina (vespa asiática), numa fase crucial para o controlo desta espécie invasora.

Apicultor de Tomar acusa as autoridades de ignorarem o problema da vespa asiática no concelho

Como é do conhecimento geral, a estratégia mais eficaz passa pela captura das rainhas fundadoras no período em que saem da hibernação, evitando assim a formação de novos ninhos. Este período crítico decorre, em Portugal, entre os meses de fevereiro e março/abril, altura em que as rainhas iniciam a construção dos ninhos primários, normalmente do tamanho de uma bola de ténis. A sua captura nesta fase impede o desenvolvimento de colónias que, no verão, podem atingir milhares de indivíduos.

Constatamos que outros concelhos, nomeadamente Ferreira do Zêzere, já se encontram a atuar de forma preventiva, através da colocação de armadilhas, o que demonstra que é possível agir atempadamente e com eficácia. Não se compreende, por isso, a ausência de medidas semelhantes no nosso concelho.

Recordamos ainda que, no ano transato, foram eliminados cerca de 32 ninhos na nossa zona, muitos deles próximos dos nossos apiários, situação que nos causou prejuízos significativos.

Face ao exposto, lamentamos que, ao longo dos últimos anos, não tenham sido implementadas medidas visíveis neste período crítico, nomeadamente através da colocação estratégica de armadilhas e do reforço das ações de monitorização, de forma a minimizar o impacto desta espécie na atividade apícola e no equilíbrio ambiental da região.

Apelamos, assim, a uma intervenção urgente, eficaz e coordenada por parte das entidades competentes, antes que os prejuízos se agravem ainda mais…”

 

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