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Batizado em Tomar celebra nome raro e resgata herança Templária

Num tempo em que os nomes próprios tendem a diluir-se numa globalização crescente, há escolhas que afirmam o contrário: a força das raízes, da história e da identidade. É nesse espírito que um casal residente em Palmela decidiu transformar um momento familiar num gesto carregado de simbolismo para a cidade de Tomar.

Família escolhe “Gualdim” como símbolo de identidade, memória e ligação à cidade

Iris Campos e Flávio Costa, juntos há mais de duas décadas e pais de dois filhos, preparam-se para viver um dos momentos mais marcantes da sua vida familiar. No próximo dia 21 de junho de 2026, pelas 12h, o seu filho mais novo será batizado na Igreja de São João Baptista, no coração de Tomar, numa cerimónia que se prolongará com um almoço no Vila Galé Tomar Collection.

O que distingue este batizado não é apenas o seu enquadramento, mas o nome escolhido: Gualdim. Raro e profundamente enraizado na identidade tomarense, o nome evoca Gualdim Pais, cavaleiro templário e fundador da cidade, figura incontornável da história local.

Para os pais, a escolha vai além da sonoridade ou da originalidade. Trata-se de uma homenagem consciente à cidade, à sua herança templária e à sua memória coletiva — mas também a uma ligação pessoal, já que o pai da criança é natural de Tomar. “Há algo de profundamente simbólico em dar vida a este nome precisamente no lugar onde ele ganhou significado”, sublinham.

A decisão de tornar público o evento nasce dessa mesma consciência simbólica. Num gesto raro, a família quis partilhar o momento com a comunidade, acreditando que ele pode ter um significado mais amplo: o de lembrar que a identidade cultural também se constrói nas escolhas do quotidiano, incluindo no nome que se dá a um filho.

Apesar de atualmente residirem fora do concelho, Iris e Flávio fizeram questão de que todos os elementos do batizado tenham origem em Tomar. Os brindes serão produzidos na Oficina da Olaria e da Azulejaria de Tomar, as flores ficarão a cargo do atelier de Ilda Antunes, enquanto a decoração e os convites foram confiados à loja Templarium. Já o bolo e os doces regionais serão preparados pela Pastelaria Tropical.

Mais do que uma celebração religiosa, este batizado assume-se como um tributo à cidade e ao seu tecido local, valorizando o comércio tradicional e reforçando um vínculo afetivo que o tempo e a distância não apagaram.

No fundo, a história de Gualdim começa antes mesmo do seu primeiro dia de vida comunitária. Começa na escolha de um nome que carrega séculos de história e que, agora, volta a ganhar corpo numa nova geração. Um nome que, nas palavras da família, pretende cumprir um propósito maior: manter viva a herança de Tomar, hoje e no futuro.

 

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