Crédito agrícola

“Quero marcar dez golos”

Entrevista a Alisson Silva, onde nos fala sobre a sua segunda experiência no futebol português, no Sport Clube de Ferreira do Zêzere

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Com a camisola do S. Carlos (Brasil), na época passada.

 

Alisson Silva Pereira, ponta-de lança brasileiro, 25 anos, está actualmente a representar o Sport Clube Ferreira do Zêzere, na 1ª Divisão Distrital de Santarém.
Esta é a sua segunda experiência em Portugal, depois da passagem pelos juniores do Sp. Braga, Trofense, e de ter representado a Portuguesa Santista do Brasil.

Alisson Braga
Na primeira passagem por Portugal, nos júniores do Sp. Braga.

 

O TemplárioSete anos depois, repetes a passagem por Portugal. Na primeira vez, estiveste ligado ao Sp. Braga e ao Trofense. Fala-nos dessa experiência.
Alisson Silva – Da primeira vez que eu vim era muito novo, fiquei três meses treinando no Sp. de Braga, estrutura super diferenciada. Treinávamos duas
vezes por dia no estádio da Pedreira, onde o campo era muito bom. Estava realizando o meu sonho. Joguei um amistoso pelo Sub 19, fiz um golo contra o Arouca, aí quando foi começar o campeonato nacional, o presidente e o empresário conversaram e acharam que eu devia jogar pelo Trofense. Aí fui para o Trofense, onde só consegui jogar alguns jogos amistosos.
Quando começou o campeonato no meu terceiro jogo tive uma lesão muito séria no tornozelo em que fiquei sete meses machucado e fiquei só assistindo os meus companheiros jogando durante a temporada toda… e eu machucado longe da família, quase há um ano. Não aguentei e fui embora. Era muito novo
não queria ficar machucado sem jogar longe de casa, e voltei para o Brasil.

O Templário Como foram estes anos em que estiveste fora?
Alisson Silva – Voltei para o Brasil e fiz o tratamento. Ainda joguei por alguns clubes, mas novamente as lesões afastaram-me do futebol. Houve um dia em que eu não quis mais, devido a lesões que sempre me atrapalhavam.

O Templário Como tem sido o regresso?
Alisson Silva – Agora no meu novo clube, Ferreira do Zêzere, a adaptação foi muito boa, cheguei estava calor igual ao Brasil. Agora começou o frio, aí já fica um pouco mais complicado, mas a gente dá um jeito de superar isso. A época não começou bem nem em termos colectivos nem individuais, algo que, entretanto, se alterou.

O Templário – O que contribuiu para essa melhoria?
Alisson Silva – Não começou muito bem por falta de entrosamento do “team”, muitos jogadores de qualidade, mas não se conheciam, ainda não tinham jogando juntos. Mas alguns jogos depois que começou o campeonato e treinando junto, deu para pegar um entrosamento e nosso “team” vem evoluindo e tem bastante qualidade. Sei que vai evoluir mais. Individualmente não comecei muito bem, estava tentando marcar, mas a bola não queria entrar de jeito nenhum. Continuei treinando e graças a Deus consegui fazer o primeiro golo e agora começou a sair e vai continuar saindo e sempre treinando para melhorar e ajudar a equipa.

O Templário – Reencontraste no Ferreira do Zêzere dois antigos colegas, o Kaue e o Caio Lucas. Que importância tiveram na tua integração na equipa?
Alisson Silva – Para mim já foi mais fácil ter amigos antigos, que já jogámos juntos para me adaptar no clube, porque é parceria, um ajudando o outro. Além de serem amigos, são dois craques do futebol. O Caio Lucas ajuda-me bastante e o Kaué Ribeiro também.

O Templário – Como é que foste recebido pelo plantel e pelos adeptos?
Alisson Silva – Recebido super bem pelos directores, presidente, pelos funcionários do clube e por todos os jogadores.

O Templário – Quais são os teus objectivos a nível pessoal, nesta época?
Eu me cobro bastante, quero fazer 10 golos pelo Ferreira na primeira temporada. É a minha meta nessa época. Vou treinar para isso e vou conseguir!

O Templário – Como é que tens visto o trabalho de Jorge Jesus no Brasil?
Alisson Silva – Como flamenguista falando, ele salvou o nosso “team”. Estava numa fase ruim e ele foi com o objetivo de ser campeão e conseguiu. Montou uma selecção. Grande JJ já fez história no Flamengo.

O Templário – De uma forma geral, como é que olhas para o futebol português?
Alisson Silva – É um futebol muito pegado muito disputado, onde se encontram muitos jogadores fortes fisicamente e rápidos e muito contacto é um pouco diferente do futebol do Brasil, mas eu gosto de jogar aqui, encaixo-me porque gosto de futebol de contacto.

O Templário – O que é que podes dizer aos sócios e adeptos do Sport Clube?
Alisson Silva – Que vou dar o meu máximo, sempre dar o meu melhor para ajudar o nosso “team” fazendo bastantes golos.

 

Obs. – Por respeito à Língua Portuguesa, o autor desta entrevista não observa as regras impostas pelo Acordo Ortográfico de 1990.

                                                                                                              Bruno Silva

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Entrevista publicada no Jornal O Templário, na edição de 16-01-2020

 

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