Leonor, Marquesa de Alorna estreia na RTP, série com gravações em Almeirim, Salvaterra de Magos e Torres Novas. Leonor, Marquesa de Alorna é a nova série de segunda-feira, às 22h00, na RTP1 a partir de 9 de novembro.
Uma série de época com música pop, vestidos exuberantes e bailes de máscaras, doces e beijos roubados a imperadores, rainhas e duelos, paixão e revolta, poesia e traição, uma fusão entre séculos. Isto é Leonor, Marquesa de Alorna. VEJA O TRAILER.
Protagonizada por Sara Matos, a série reúne no elenco Cristóvão Campos, Joana Solnado, Rita Rocha Silva, Soraia Chaves, Sandra Faleiro, Cucha Carvalheiro, Paula Lobo Antunes, Ana Varela, Luís Esparteiro, Helena Caldeira, Inês Herédia, Albano Jerónimo, Pedro Granger, Rodrigo Tomás, Adriano Luz, Luísa Cruz, Vicente Wallenstein, entre muitos outros.
Quem foi a Marquesa de Alorna?
Leonor de Almeida Portugal, mais conhecida como Marquesa de Alorna (1750–1839), foi uma poetisa e uma das mulheres mais cultas do seu tempo. Na literatura, usou o nome de Alcipe.
Nasceu em Lisboa, numa família da alta aristocracia. Era neta dos marqueses de Távora e, após o processo dos Távoras, foi encerrada, com a mãe e a irmã, no Convento de São Félix, em Chelas. Tinha apenas oito anos. Permaneceu ali durante cerca de 18 anos, dedicando-se à leitura, ao estudo de línguas, à música e à poesia.
Recuperou a liberdade em 1777, depois da morte de D. José I e da queda do marquês de Pombal. Casou com o conde de Oeynhausen e viveu em vários países europeus, onde contactou com escritores, artistas e meios intelectuais.
Os encontros literários que promoveu em Lisboa tornaram-na uma referência na vida cultural portuguesa.
Ajudou a divulgar autores e ideias europeias e é considerada uma figura de transição entre o Neoclassicismo e o Romantismo. Alexandre Herculano, que a frequentou na juventude, reconheceu a sua influência.
A sua poesia aborda temas como a liberdade, a natureza, a saudade, a fé e o sofrimento. Grande parte da obra foi publicada depois da sua morte.
Morreu em Lisboa, aos 88 anos. Ficou na história pela escrita, pela cultura e por uma vida marcada pela prisão, pelas viagens e pelas convulsões políticas do seu tempo.




