BPI em Tomar «empurra» clientes e cidadãos para a utilização de máquinas que quase sempre estão avariadas

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Os clientes do BPI ou outros cidadãos que queiram efetuar depósitos no BPI da parte da manhã são «obrigados a fazê-lo numa máquina que se encontra no interior do banco, ao lado do um terminal de multibanco, mas que na maioria das vezes se encontra avariada.

Para efetuar os depósitos, quer em numerário ou cheques, a máquina pede o cartão de cidadão que após a sua introdução numa ranhura, passamos à fase seguinte de descriminar os montantes e as várias opções: “moedas, notas ou cheques”. Tudo utilizando as novas tecnologias através do contactless.

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Caso o cidadão ou cliente queira realizar o depósito presencialmente ao balcão terá que aguardar até às 13 horas. Até lá o banco só abre a porta aos clientes que desejam efetuar outros serviços.

Tudo isto seria muito simples e fácil, caso a máquina para os depósitos de cheques ou numerário não estivesse quase sempre avariada.

Há sempre a hipótese de realizar os depósitos no terminal do multibanco, que se encontra no mesmo espaço, mas há uma condição, os depositantes têm que ser clientes e ter cartão do BPI, caso não tenham não conseguem ali realizar os depósitos, só na outra máquina, pois basta ter cartão de cidadão.

É certo que o BPI pode invocar que há sempre outras formas, de transferências bancárias, etc. Mas os cidadãos é que sabem das suas vidas, e devia ser um direito a livre escolha dos processos e recursos a utilizar por parte de todos os que se dirigem a um balcão de qualquer entidade bancária.

Infelizmente na banca tem-se assistido, nos últimos tempos, primeiro sob a capa da pandemia e agora da economia de recursos, na resposta cada vez mais reduzida no atendimento ao público. «Empurram-se» as pessoas para os serviços online, e talvez seja esta também uma forma «encapotada» de reduzir os recursos humanos, que em Tomar nas várias agências são cada vez menos.

Enfim, outros casos há a apontar, mas hoje fiquemos por aqui!

Isabel Miliciano

 

Um Episódio relatado por António Duarte Lopes
Sobre bancos e serviços online, vem mesmo a propósito um comentário que António Duarte Lopes (https://www.facebook.com/profile, relata na sua página do facebook. Transcrevo-o aqui por ser uma pessoa conhecida e que me merece toda a credibilidade.
Escreve o seguinte:
“Agência de uma instituição bancária. Atendimento para resolver um imbróglio no meu acesso à conta online (têm razão, eu não era obrigado a meter-me nestes apertos, ou era?), criado, obviamente, pela minha muito genuína inaptidão (coisas de geração!) para os processamentos da cangalhada digital no espaço virtual.
A atendente, senhora vistosa mas um tanto ou quanto eriçada, antes de tudo o mais reclamou de eu não me ter dirigido apropriadamente ao meu gestor de conta, que entretanto deixei de ter (porque nunca usava os seus serviços?).
Pôs-me então a desfilar à sua frente, direito a uma caixa multibanco, onde me foi ordenando uns procedimentos que mais se me afiguravam rituais de severidade cabalística. Num ponto, houve que recorrer ao meu telemóvel, em que me delonguei, por ser de recente aquisição (embora sempre de formato o mais possivelmente arcaico).
Fatal, veio a sua ríspida observação: o senhor nem sabe lidar com o seu telemóvel! Repliquei que era também por isso que tinha vindo ao Banco.
Despachou-me como pôde (não sem insistir que deveria ter resolvido o problema pelo telefone) e só quando me encontrava já na rua, me lembrei da pergunta crucial que me ficou por fazer-lhe: está a senhora certa da utilidade do seu posto de trabalho?”
Nota: António Duarte Lopes não identificou o banco, portanto nada tem a ver com a situação do BPI aqui relatada.

 

 

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