A Câmara de Ourém contabiliza mais de 10 mil habitações sem telhas, cerca de 150 desalojados e prejuízos públicos estimados entre 30 e 35 milhões de euros na sequência da depressão Kristin. O balanço foi feito pelo presidente do município, Luís Albuquerque, à margem da 13.ª edição dos Workshops Internacionais de Turismo Religioso, em Fátima.
Os danos atingem várias infraestruturas municipais, incluindo escolas, estradas, piscinas, pavilhões, o canil municipal e o Castelo de Ourém. Só a substituição da cobertura do castelo deverá custar entre 200 e 250 mil euros. O autarca admitiu ainda que os prejuízos no tecido empresarial poderão ascender a “muitos milhões de euros”, embora ainda não exista uma estimativa consolidada.
Mais de três semanas após a passagem da depressão, persistem constrangimentos: meia dúzia de estradas continuam intransitáveis devido a derrocadas e aluimentos, cerca de mil lares permanecem sem eletricidade e o restabelecimento da internet está “muito atrasado”, apesar de as comunicações móveis e fixas estarem praticamente normalizadas.
Luís Albuquerque reconhece que o concelho enfrenta “uma situação muito difícil”, defendendo a necessidade de acelerar a recuperação das infraestruturas.
Quanto ao impacto no turismo — setor estratégico para a economia local — o presidente da Câmara considera que as zonas de maior afluência, como Fátima e o Castelo de Ourém, foram menos afetadas do que a área norte do concelho, manifestando confiança numa recuperação célere antes do início da época alta, em maio, associada ao turismo religioso.





