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PS contesta proposta de reestruturação orgânica da Câmara de Tomar

O Partido Socialista de Tomar manifesta a sua profunda preocupação com a proposta de reestruturação orgânica apresentada pelo executivo AD–CHEGA para a Câmara Municipal que aumenta a despesa fixa, afirma em comunicado, que tornou hoje público.
Segundo o presdiente da Comissão Política Concelhia, Hugo Cristóvão afirma que se trata de uma opção política que aumenta significativamente o peso da estrutura administrativa do Município, ampliando a dimensão da máquina municipal e comprometendo os orçamentos futuros da autarquia.
A nova arquitetura organizativa prevê quatro departamentos e um teto máximo de 37 unidades orgânicas flexíveis, entre divisões e unidades. Na prática, esta proposta representa um aumento do número de chefias de 15 para 36 cargos, correspondendo à criação de 3 Diretores de Departamento, 11 Chefes de Divisão e 7 Chefes de Unidade, ou seja, 21 novas posições de chefia.
Considerando salários, despesas de representação, encargos com a Segurança Social e subsídio de refeição, estimamos que esta reestruturação represente mais de 1.074.000 euros por ano em despesa fixa adicional, um encargo permanente que se prolongará nos próximos anos e condicionará os orçamentos municipais futuros.
Adianta ainda que p Partido Socialista não é contra a organização interna dos serviços municipais nem contra a clarificação de competências. Uma boa gestão pública exige coordenação, eficiência e estruturas bem definidas. No entanto, reorganizar não pode significar inflacionar a estrutura administrativa através de um aumento tão expressivo de chefias.
Nesse sentido, exigem em Assembleia Municipal esclarecimentos claros e transparentes sobre:
• Quantas chefias estarão efetivamente providas em 2026;
• Qual será o custo incremental líquido real para o Município;
• Qual será o impacto financeiro desta reorganização no médio e longo prazo.
O Partido Socialista deixou igualmente claro que poderia considerar votar favoravelmente esta proposta caso fossem apresentados pareceres técnicos, financeiros e de recursos humanos que fundamentassem a nova estrutura e demonstrassem, de forma rigorosa, que os custos seriam substancialmente inferiores aos cálculos realizados.
Contudo, o executivo municipal recusou apresentar os documentos solicitados e as contas que disse existir. Perante esta falta de transparência e de informação técnica essencial para uma decisão responsável, o Partido Socialista não teve outra opção senão votar contra.
No comunicado, conclui que governar exige liderança, transparência e responsabilidade. As decisões tomadas hoje não podem comprometer nem hipotecar o futuro do concelho de Tomar.

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