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Como os seniores devem zelar pela sua saúde oral

Por: Beja Santos

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É de todos sabido que uma boa saúde oral contribui para diminuir o risco de alguns problemas que são causadores de tanto incómodo como a cárie, a halitose (mau hálito), a gengivite, a periodontite, a sensibilidade dentária e até a redução da produção de saliva. São correntes os programas de produção de saúde oral, até desde os bancos das escolas: escovar os dentes após se ingerirem alimentos ricos em açúcar; o que é uma boa escova de dentes, o papel do fio dentário, a escolha de um dentífrico com flúor, etc. Convém não esquecer que a saúde oral pode afetar, ser afetada ou contribuir para outras doenças, como é o caso da diabetes e das doenças cardiovasculares.

E assim chegamos às particularidades da saúde oral no sénior. Ocorrem adaptações fisiológicas nas estruturas orais: a mucosa oral torna-se mais frágil e fina com a idade e ocorrem alterações na língua e na produção de saliva que se podem traduzir na diminuição do paladar; com o avançar da idade aumenta o limiar da sensibilidade à dor nos dentes, por diminuição da perceção da dor, o que muitas vezes faz com que os doentes idosos não identifiquem problemas na cavidade oral. Para além destas alterações fisiológicas há outros fatores: a polimedicação (que pode contribuir largamente para a redução da produção de saliva), a utilização de próteses dentárias que requerem manutenção e higienização regular.

Vigora um Programa Nacional para a Saúde das Pessoas Idosas, há recomendações a ter em conta: escovar os dentes diariamente, pelo menos duas vezes ao dia; usar uma escova de dentes com filamentos de textura macia; utilizar um dentífrico com flúor (o flúor torna os dentes mais resistentes e contribui para a prevenção da cárie dentária); se usar prótese dentária, escovar a prótese diariamente com uma escova própria e utilizar um sabonete neutro, dentífrico não abrasivo ou outro produto para esse efeito; prestar atenção ao eventual desgaste da prótese e ao seu ajuste na boca; verificar regularmente os lábios, os dentes, as mucosas e a língua (havendo alterações, comunicá-las tão breve quanto possível ao médico dentista).

Aproveite o aconselhamento farmacêutico, este pode proporcionar aos seniores informações de grande valor para o seu bem-estar: na escolha da escova de dentes mais adequada, no aconselhamento sobre os dentífricos mais indicados, alertando para alimentos e medicamentos que podem afetar negativamente a saúde oral, na dispensa de medicamentos não sujeitos a receita médica com indicação nas afeções orais, como é o caso de certos antimicrobianos, anti-inflamatórios, analgésicos e anestésicos.

Em suma, sendo largo o espetro dos medicamentos e produtos destinados à saúde oral, este aconselhamento é privilegiado, seja ele destinado à prevenção e à promoção da higiene oral ou relativo aos cuidados a ter com prótese. Não esquecer que a perda de dentes é responsável por alterações estéticas, fonéticas e funcionais que podem ser, na maior parte dos casos, evitáveis. Como alerta a Direção-Geral de Saúde, “a ausência parcial ou total de dentes traz graves consequências a nível da saúde física e emocional”.

Que os seniores não esqueçam estas recomendações.

Beja Santos

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