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Tomarense leva poesia à Polónia. “E se a poesia pudesse salvar o mundo?”

No próximo dia 14 de maio de 2026, às 17h30, a biblioteca Bioteka, em Lublin, recebe “A poesia a mudar o mundo”, uma conversa informal com Filipe Lopes (Tomarense, natural da Linhaceira), dedicada ao papel da literatura e da criação artística na construção de empatia, inclusão social e encontro humano. A sessão irá abordar experiências desenvolvidas ao longo de mais de duas décadas em contextos marcados pela exclusão, pela deslocação cultural e pela fragilidade emocional, cruzando realidades tão distintas como estabelecimentos prisionais, escolas multiculturais e projetos com jovens afetados pela guerra na Ucrânia.

Entre os projetos apresentados estará “A Poesia Não Tem Grades”, iniciativa que utiliza a leitura, a escrita e a criação artística em contexto prisional como ferramentas de desenvolvimento pessoal e inclusão social, e “A Tradução do Medo”, experiência artística criada com alunos maioritariamente estrangeiros de uma escola profissional da Sertã e posteriormente desenvolvida com estudantes ucranianos em Kyiv. Partindo da dificuldade em traduzir emoções, medos e experiências íntimas, o projeto transformou-se numa reflexão coletiva sobre vulnerabilidade, aceitação do outro e construção de empatia através da literatura.

Há mais de vinte e cinco anos que Filipe Lopes desenvolve projetos onde a poesia surge em contextos improváveis: oficinas de escrita em ambientes de exclusão social, experiências performativas centradas na fragilidade humana e iniciativas internacionais de educação não formal. Sem recorrer a modelos rígidos de intervenção cultural, o seu trabalho tem explorado a forma como a palavra pode criar espaços de escuta e reconhecimento mútuo entre pessoas de percursos profundamente diferentes.

Mais do que uma conferência sobre poesia, “A poesia a mudar o mundo” propõe uma reflexão sobre a possibilidade de a arte continuar a funcionar como lugar de encontro num tempo marcado pela fragmentação social, pelo ruído e pela crescente dificuldade em compreender o outro.

O evento é apoiado pelo programa Erasmus+ e conta com a colaboração da Associação de Ideias para a Cultura e Cidadania.

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