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“O erróneo epíteto Cortejo dos Rapazes”

Vendo o programa da Festa dos Tabuleiros de 2027, constato que, mudam os tempos e as mentalidades, mas o pseudotradicionalismo (mesmo remontando apenas a 1991) insiste na manutenção de um nome de uma atividade inserida na Festa Maior tomarense que é o oposto da realidade, por muito que custe aos machistas.

A Festa dos Tabuleiros, sendo a Grande Festa das gentes “descendentes de Gualdim Pais”, é, por essência, carinho, dedicação e muito sacrifício, uma festa no feminino. São elas que decoram as ruas e marcham com grande alegria e orgulho com o tabuleiro, enquanto os homens as acompanham. Mas, se no dia Grande da Festa, todos assistem ao Cortejo dos Tabuleiros, na semana anterior, com proporcional esforço, a pequenada – o futuro da tradição – desfila sob o erróneo epíteto Cortejo dos Rapazes! Dos Rapazes… As rainhas, donas e a alma do desfile são as raparigas e eles os figurantes privilegiados. Mas… o prémio vai para… os rapazes! Nada mais injusto e, diga-se, machista.

As nossas jovens heroínas merecem melhor, pelo menos que lhes seja feita justiça, não são figuras menores, decorativas, são a alma e o bater do Cortejo. Quando uns contestam o sistema binário e inventam algo a que chamam neutro, pelas margens do Nabão umas fazem a Festa, outros recebem o título. Justiça.

TLG

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