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Mais de 100 empregos em risco: CDU leva crise da TemaHome à Assembleia Municipal

A CDU voltou a alertar a Assembleia Municipal de Tomar para a situação da TemaHome, alertando para o agravamento da crise na empresa  exigindo esclarecimentos urgentes ao executivo camarário sobre o acompanhamento do processo e a defesa dos postos de trabalho.
Durante a intervenção, os eleitos da CDU recordaram que já tinham levantado preocupações sobre a empresa em janeiro, durante a reunião realizada ao abrigo do Direito de Oposição para discussão do Orçamento Municipal de 2026.

Na altura, segundo a coligação, o  presidente da Câmara garantiu que existiam condições para a normalização da situação criada.
O projeto associado à TemaHome previa um investimento de 9,42 milhões de euros, a manutenção de mais de uma centena de empregos e uma rápida implementação industrial, contando com bene cios municipais e compromissos assumidos entre as partes. O Município compro-
meteu-se igualmente a monitorizar a execução do investimento.

Contudo, a CDU afirma que a realidade atual contrasta fortemente com as expectativas “Os trabalhadores estão em casa. As máquinas estão paradas”, sublinhou a bancada comunista, descrevendo um cenário de profunda incerteza social e económica no concelho.
Segundo a CDU, os sinais de fragilidade financeira tornaram-se evidentes nos últimos meses.

Em abril, os trabalhadores receberam inicialmente apenas 70% do salário, sendo o valor em falta pago dias depois. Em maio, a situação agravou-se, com o pagamento inicial de apenas 60% do vencimento, tendo o restante sido liquidado uma semana mais tarde.
Para a CDU, estes atrasos não podem ser tratados como meros constrangimentos administrativos.
“São sinais evidentes de graves dificuldades financeiras”, alertaram os eleitos, acrescentando que o Processo Especial de Revitalização (PER) da empresa admite expressamente a possibilidade de cessação de contratos de trabalho, aumentando o receio de despedimentos.

Perante este cenário, a CDU dirigiu cinco questões ao presidente da Câmara Municipal de Tomar: quando tomou conhecimento do agravamento da situação, que diligências foram desenvolvidas desde então, se houve monitorização permanente do projeto, qual o montante global dos incentivos concedidos à empresa e que medidas serão tomadas para proteger os trabalhadores.

A coligação rejeita qualquer aproveitamento político do caso, defendendo que o momento exige “transparência, responsabilidade e ação”.
“Não é o momento do silêncio.
Não é o momento de empurrar responsabilidades. É o momento de dar respostas”, afirmou a CDU.
O presidente da Câmara revelou, na resposta ao deputado Paulo Macedo, que tem conhecimento da situação, e que têm consciência que a empresa está atravessar um período difícil, tendo adiantado, que mostrou essa preocupação ao Presidente da República aquando da sua estadia em Tomar, durante a Presidência Aberta.

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