A FNA 26 – Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo abriu este sábado ao público no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém, onde decorre até ao próximo dia 14 de junho. A edição deste ano é dedicada ao tema “Os Pequenos Frutos” e reuniu na cerimónia inaugural diversas entidades governamentais, autárquicas e representantes do setor agrícola.
A sessão de abertura contou com a presença da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, do Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, do Secretário de Estado da Agricultura, João Moura, do Presidente da Câmara Municipal de Santarém, além de autarcas da região Oeste, Lezíria e Vale do Tejo, deputados e dirigentes agrícolas.

Um dos momentos mais marcantes da inauguração foi a homenagem a António Maria Abreu, conhecido por António “Colorau”, considerado um dos campinos mais emblemáticos e respeitados do Ribatejo. Falecido em fevereiro de 2026, aos 86 anos, deixou um legado profundamente ligado às tradições ribatejanas e à cultura tauromáquica da região.
Durante a sua intervenção, Maria da Graça Carvalho defendeu uma maior articulação entre as políticas ambientais, energéticas e agrícolas. A governante sublinhou que o combate às alterações climáticas e o reforço da resiliência do território exigem uma abordagem integrada na gestão da água e das florestas, salientando que o futuro da agricultura depende da sua capacidade para produzir de forma sustentável e respeitando os recursos naturais.

Por sua vez, José Manuel Fernandes afirmou que “não existe coesão territorial sem agricultura”, destacando o papel do setor na inovação, na economia, na investigação e na fixação das populações nos territórios rurais. O ministro apelou ainda à valorização da capacidade de modernização dos agricultores e alertou para os desafios que o setor enfrenta, nomeadamente os elevados custos de produção, a escassez de mão de obra, os impactos das alterações climáticas e a necessidade de acelerar investimentos estruturantes na área da água.
O Presidente do CNEMA e da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Álvaro Mendonça e Moura, classificou a Feira Nacional de Agricultura como “a expressão máxima da produção agrícola do país” e destacou a presença conjunta dos ministros do Ambiente e da Agricultura como um sinal de convergência e cooperação. Referindo-se ao tema central da edição deste ano, salientou a importância económica do setor dos pequenos frutos, que registou uma faturação próxima dos 400 milhões de euros em 2025, alertando, contudo, que a continuidade deste crescimento depende da disponibilidade de água e de mão de obra.
O primeiro dia da FNA 26 ficou igualmente marcado por um vasto programa de atividades, entre as quais o “Curso de Vinhos do Mar”, várias provas gastronómicas no Espaço Cozinha ao Vivo e momentos de animação tradicional proporcionados por diversos ranchos folclóricos. A programação noturna incluiu uma largada de toiros e a atuação do grupo “Revenge Of The 90’s”, que encerrou o dia perante numeroso público.
Ao longo dos próximos dias, a Feira Nacional de Agricultura continuará a promover debates, exposições, demonstrações técnicas, provas gastronómicas e momentos de animação, afirmando-se como um dos mais importantes eventos do setor agrícola nacional.






