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Mais de 10 mil cartas por entregar em Tomar levam Hugo Costa a questionar Governo

Mais de 10 mil cartas por entregar em Tomar levam Hugo Costa a questionar Governo. Deputado socialista pede esclarecimentos sobre os atrasos na distribuição postal, a alegada falta de 12 carteiros em Tomar e os problemas registados nos restantes concelhos do distrito de Santarém.

O deputado socialista Hugo Costa dirigiu ao ministro das Infraestruturas e Habitação um conjunto de perguntas sobre os atrasos na distribuição postal em Tomar, na sequência de uma denúncia apresentada na Assembleia Municipal. Segundo o requerimento, datado de 29 de setembro, a correspondência acumulada terá ultrapassado as 20 mil cartas e continuará acima das 10 mil.

No documento, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista refere ter tomado conhecimento de «graves constrangimentos» na distribuição de correspondência no concelho. Entre as causas apontadas está a alegada carência de 12 carteiros, denunciada na Assembleia Municipal, que poderá contribuir para a acumulação de objetos postais e para os atrasos nas entregas.

Os socialistas alertam para as consequências que esta situação pode ter na vida das populações, sobretudo quando estão em causa comunicações administrativas, fiscais ou judiciais, bem como correspondência relacionada com serviços essenciais.

Hugo Costa quer saber de que informação dispõe o Governo sobre a dimensão da correspondência por distribuir em Tomar, as causas da acumulação e o prazo previsto para a normalização do serviço. Questiona também o executivo sobre os recursos humanos afetos à distribuição postal no concelho e sobre a falta de carteiros denunciada.

Problemas estendem-se ao distrito de Santarém

O requerimento alarga as perguntas aos restantes concelhos do distrito de Santarém, onde, segundo o PS, também têm sido registados atrasos, falhas na distribuição e outros problemas na prestação do serviço postal.

O deputado pede um levantamento da situação em cada concelho, a identificação das principais causas e esclarecimentos sobre as medidas adotadas para recuperar a regularidade das entregas, incluindo eventuais respostas ao nível dos recursos humanos.

No documento, os socialistas recordam que os CTT, enquanto prestador do serviço postal universal ao abrigo do contrato de concessão com o Estado, estão sujeitos a parâmetros de qualidade e a objetivos de desempenho, nomeadamente quanto aos prazos de encaminhamento da correspondência.

Hugo Costa pergunta ainda que diligências foram desenvolvidas pelo Governo junto dos CTT e da ANACOM e que medidas resultaram desse acompanhamento para garantir a regularidade e a qualidade da distribuição postal no distrito.

As seis perguntas dirigidas ao ministro procuram esclarecer a dimensão dos problemas denunciados e obter uma resposta sobre as condições e os prazos para a normalização do serviço.

 

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