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Médio Tejo reforça cuidados de saúde em casa com novas viaturas e enfermeiros dedicados

Médio Tejo reforça cuidados de saúde em casa com novas viaturas e enfermeiros dedicados. Equipas acompanharam 437 utentes em 2025. Sardoal e Mação vão receber viaturas e equipamentos num investimento de cerca de 50 mil euros, enquanto a equipa de Almourol integra um projeto-piloto nacional.

A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo está a reforçar as Equipas de Cuidados Continuados Integrados (ECCI), que prestam cuidados no domicílio a pessoas em situação de dependência ou em recuperação após doença ou cirurgia.

O reforço inclui novas viaturas e equipamentos para as equipas de Sardoal e Mação, num investimento de cerca de 50 mil euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Os meios destinam-se a apoiar as deslocações dos profissionais às habitações dos utentes, em concelhos com população dispersa.

Já a ECCI de Almourol, que abrange Vila Nova da Barquinha, Constância e Entroncamento, integra um projeto-piloto nacional e conta com seis enfermeiros exclusivamente dedicados aos cuidados domiciliários, tendo capacidade para acompanhar até 30 pessoas em simultâneo.

Segundo os dados divulgados pela ULS Médio Tejo, estas equipas acompanharam 437 utentes em 2025, correspondendo a 37,8% dos utentes registados nas diferentes respostas da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

O acompanhamento pode incluir cuidados de enfermagem, médicos, reabilitação e apoio social, de acordo com uma avaliação das necessidades e um plano individual. Entre as situações acompanhadas encontram-se a recuperação após fraturas ou acidentes vasculares cerebrais e o tratamento de feridas crónicas.

«Cuidar em casa permite-nos trabalhar a recuperação e a autonomia no lugar onde a pessoa vive», afirma Piedade Pinto, enfermeira diretora da ULS Médio Tejo. A responsável destaca também o apoio aos familiares e cuidadores e considera que a existência de enfermeiros dedicados reforça a continuidade do acompanhamento.

Para Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, o investimento procura melhorar o acesso aos cuidados, independentemente do local de residência ou da capacidade de deslocação dos utentes.

«Reforçar estas equipas é dar aos profissionais melhores condições para chegar a quem precisa e ajudar mais pessoas a recuperar em casa, junto das suas famílias», sublinha.

A integração nesta resposta domiciliária depende da avaliação dos profissionais de saúde e da referenciação através das equipas responsáveis pela coordenação da rede.

 

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