A vida do engraxador mais conhecido de Santarém, agora em livro

Vítor Tomé - atualmente com 91 anos, encontra-se num lar, ficou popularmente conhecido como ‘excelência’ forma recorrente como se dirigia e tratava os clientes.

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03 Apresentação do livro do Café Central
Apresentação do livro do Café Central

O livro, ‘O último engraxador de Santarém – memórias de Vítor Tomé’, foi apresentado ao público na passada quinta-feira, 23 de maio, no histórico Café Central, no centro da cidade, local onde o homenageado exerceu a sua profissão ao longo de várias décadas.

02 Jorge e Francisco Tomé, primo e filho de Vítor Tomé
Jorge e Francisco Tomé, primo e filho de Vítor Tomé

Na presença de familiares de Vítor Tomé – atualmente com 91 anos, encontra-se num lar nos arredores da cidade – foram recordados vários episódios do incansável engraxador que ficou popularmente conhecido como ‘excelência’, a forma recorrente como se dirigia e tratava os clientes que o procuravam.

O filho, Francisco Tomé, trouxe, inclusive, para a apresentação do livro, a antiga caixa de engraxador de Vítor Tomé, enquanto o primo Jorge Tomé, recordou a criança com quem brincou e o homem que mais tarde viu tornar-se numa figura inconfundível da cidade.

A nova obra viaja pela memória ainda recente da história de Santarém e recorda uma personagem que marcou a vida da cidade de muitas formas, como lembram os autores, João Serrano e José Raimundo Noras, historiador responsável pelas notas.

No geral, ‘O último engraxador de Santarém – memórias de Vítor Tomé’, é o resultado de memórias recolhidas em diversas entrevistas, realizadas entre 2016 e 2023. Ao longo de 140 páginas, são lembradas as vivências deste conhecido intérprete de uma profissional tradicional – hoje quase extinta – transmitindo memórias sociais, sobretudo, vividas durante as décadas de 1940, 1950 e 1960 do século XX, em Santarém.

Na introdução e nas notas foram identificadas pessoas, instituições e acontecimentos através de métodos de investigação histórica, permitindo alicerçar documentalmente este importante testemunho da memória recente da vida de Santarém.

O lançamento do livro contou com o apoio do Município de Santarém, e a edição pertence à Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça (AIDIA), que o incluiu na sua coleção de ‘Cadernos Culturais’, na qual já viram a luz do dia mais de meia centenas de volumes que evocam, sobretudo, as memórias e as estórias da região.

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