Leiria candidata-se a Capital Portuguesa da Cultura 2028. A candidatura tem como lema «Cuidar dos outros, de nós, da natureza» e pretende reforçar a ligação entre cultura, educação e comunidades. Tânia Alves assume a coordenação e direcção artística, com consultoria de António Pinto Ribeiro.
Leiria anunciou, a 27 de Outubro, a candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028, com uma proposta que pretende fortalecer a rede cultural do concelho e criar condições para uma maior colaboração entre artistas, instituições, escolas, associações e comunidades. A apresentação foi feita pela vice-presidente da Câmara Municipal e vereadora da Educação e Cultura, Anabela Graça, durante o Nexxt Leiria.
Sob o lema «Cuidar dos outros, de nós, da natureza», o projecto Leiria Capital 28 propõe aproximar a criação artística da vida das populações, envolvendo a cidade, as freguesias e os territórios rurais. A entrega do dossiê está prevista até 3 de Dezembro de 2026, sendo a programação divulgada numa fase posterior.
Segundo o presidente da Câmara Municipal, Gonçalo Lopes, a candidatura pretende valorizar o trabalho cultural desenvolvido no concelho, reforçar a capacidade de criar e acolher projectos e dar maior projecção nacional a Leiria.
«Esta candidatura não se esgota em 2028. Queremos que deixe resultados duradouros, que fortaleça as nossas instituições e associações culturais, que crie novas oportunidades e que aproxime ainda mais a cultura das pessoas», afirma o autarca.
A coordenação e direcção artística estão a cargo de Tânia Alves, gestora cultural com duas décadas de experiência em produção, programação, comunicação e gestão, actualmente assessora do Conselho de Administração do OPART. A equipa conta também com a consultoria externa do investigador, ensaísta e programador cultural António Pinto Ribeiro.
O projecto está a ser preparado através de encontros, visitas e momentos de diálogo com agentes culturais, instituições, associações e diferentes comunidades. Uma Equipa de Missão, constituída por pessoas da região com distintos percursos e conhecimentos do território, participa neste processo.
«Queremos construir um projecto artístico que reconheça essa diversidade, valorize a escuta e crie novas formas de participação e colaboração», explica Tânia Alves.
A ligação entre educação e cultura será um dos eixos da proposta, apoiada no trabalho de escolas, filarmónicas, associações e equipamentos culturais. A candidatura pretende ainda cruzar património e criação contemporânea e facilitar a circulação de recursos, conhecimento e oportunidades pelo concelho.
De acordo com a apresentação, a passagem da tempestade Kristin veio reforçar a reflexão sobre as vulnerabilidades do território e a importância das redes de proximidade, num projecto que já estava em preparação antes da intempérie.
A ambição anunciada pelo município passa por deixar um sistema cultural mais próximo e cooperante, com efeitos que se prolonguem para além de 2028.




