Tejo Ambiente, que obras temos!

Por: Alexandre Horta

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Nas últimas três décadas é notório que a rede de saneamento básico em Portugal tem registado uma grande evolução. Alavancados por importantes fundos europeus, grandes investimentos foram realizados um pouco por todo o país, encurtando a distância para o padrão das nações desenvolvidas. No entanto a taxa de cobertura de saneamento ainda se mantem baixa em muitas zonas rurais.

O concelho de Tomar ainda se encontra abaixo da média nacional, mas a previsão é que, com a conclusão dos três subsistemas agora em obra, a saber: Valdonas, S. Pedro e Maxial, a taxa de cobertura passe a ser de 75%.

Como facilmente se constata, estas obras, que representam um investimento de mais de seis milhões de euros por parte da Tejo Ambiente, são boas notícias para Tomar. Mas nem tudo está a correr bem.

Após longas semanas de natural transtorno pelo desenvolvimento de obras deste tipo, as populações das localidades que integram estes subsistemas têm vivido um calvário para o qual não estavam preparadas.

Falo dos problemas que estão a ocorrer ao nível pavimentação de algumas vias.

Quero dar três exemplos, uns mais extensos que outros e também de gravidade variável: a Rua de Tomar, em Valdonas, com um troço de asfalto bastante irregular, alguns abatimentos e já com alguns cortes; a Rua Principal, em Juncais de Cima, que se encontra já pavimentada, apresenta graves problemas de abatimento em quase toda a sua extensão, encontram-se mesmo por estes dias cortada ao trânsito; e um terceiro caso, o de São Pedro onde o problema é de outro nível, porque em toda a sua extensão, a pavimentação está a ser efetuada somente na zona da vala que foi aberta o que, a curto ou médio prazo, dará azo a abatimentos e desníveis que poderão causar acidentes e a mais rápida desagregação do asfalto.

Se neste terceiro caso, foi uma razão de política de obra que resultou na decisão do não asfaltamento das ruas em toda a sua largura, nos dois primeiros a situação será diferente.

Para qualquer leigo na matéria o que está a acontecer em Valdonas e Juncais de Cima é um exemplo de desperdício de recursos financeiros públicos, cuja responsabilidade urge apurar. Caberá à dona destas obras, a Tejo Ambiente, esclarecer junto dos respetivos empreiteiros e das fiscalizações de obra, o que terá corrido mal e desenvolver os procedimentos necessários ao restabelecimento da situação.

Estou certo que algumas diligências já deverão ter sido desencadeadas, mas de qualquer forma, já passou demasiado tempo sem hajam soluções à vista.

Os dinheiros públicos e o bem-estar dos cidadãos são de máxima importância. Não está a ser fácil para os habitantes compreenderem aquilo que lhes está a acontecer à porta de casa. As populações merecem uma explicação e o problema resolvido em definitivo, com a maior brevidade.

Alexandre Horta

 

 

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