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Abrantes quer mais praias fluviais na Albufeira do Castelo do Bode, mas acessibilidades e propriedades privadas travam ambição

A Câmara de Abrantes admite que o concelho precisa de mais praias fluviais para responder à crescente procura na Albufeira de Castelo do Bode, mas reconhece que a criação de novos espaços balneares enfrenta vários entraves, desde problemas de acessibilidade e estacionamento até questões ambientais e de propriedade privada.

O tema foi debatido na reunião do executivo municipal, na sequência da abertura da época balnear nas duas praias fluviais existentes. O vereador do CHEGA, Nuno Serras, questionou o presidente da Câmara sobre a possibilidade de criar novas zonas balneares, defendendo que as atuais praias “já se tornam pequenas para tanta afluência”.

Na resposta, o presidente do município reconheceu que a necessidade existe e revelou que a autarquia já estudou várias possibilidades ao longo da albufeira.

“Na verdade, pensar, todos pensamos; executar é que às vezes é mais difícil”, afirmou, revelando que existem “cinco ou seis situações pensadas e equacionadas” para a instalação de novas praias fluviais.

Contudo, explicou que a concretização destes projetos esbarra em vários obstáculos. Entre eles estão a necessidade de criar acessos rodoviários, áreas de estacionamento e negociar com proprietários privados, uma vez que grande parte dos terrenos ribeirinhos não pertence ao município. Acrescem ainda as restrições impostas pelas normas de gestão da Albufeira de Castelo do Bode e condicionantes ambientais existentes em alguns locais.

Apesar das dificuldades, o autarca reconheceu que as atuais infraestruturas já não conseguem dar resposta à procura.

“Sabemos que aquelas duas praias já são insuficientes e temos ali um potencial incrível que tem de ser maximizado”, afirmou, sublinhando, no entanto, que o executivo tem de trabalhar dentro do que é possível concretizar.

O presidente da Câmara revelou ainda que, quando chegar o momento de avançar com novos projetos, pretende envolver todas as forças políticas na procura das melhores soluções para o concelho.

Durante a intervenção, chamou também a atenção para a necessidade de equilibrar o desenvolvimento turístico com a qualidade de vida das populações. Como exemplo, contou que um morador lhe transmitiu recentemente que preferia não ver instalada uma praia fluvial junto à sua localidade, por recear o aumento do trânsito, do ruído e da concentração de visitantes.

Apesar dos constrangimentos, o executivo municipal garantiu que continua a trabalhar na ampliação da oferta balnear, considerando que a Albufeira de Castelo do Bode representa um dos maiores ativos turísticos do concelho e que a procura por este tipo de espaços continua a crescer de forma significativa.

Fonte: AL

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