Convento de Cristo conclui restauro do Claustro de Santa Bárbara. A intervenção foi financiada pelo PRR permitiu conservar as superfícies de pedra, uniformizar o piso térreo e instalar um novo sistema de iluminação neste espaço quinhentista do monumento de Tomar.
O Convento de Cristo, em Tomar, anunciou a conclusão das obras de conservação e restauro do Claustro de Santa Bárbara, um espaço mandado construir por D. João III no âmbito da reforma arquitetónica de 1533, com traça do arquiteto João de Castilho.

Realizada no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a intervenção incluiu a limpeza e consolidação das superfícies pétreas, o fechamento de juntas e a aplicação de um tratamento de proteção contra a penetração de água. Foram também executadas a pintura das paredes, a uniformização do piso no patamar térreo e a instalação de um novo sistema de iluminação.

Conhecido como Claustro de Santa Bárbara desde o século XIX, este espaço desempenhou um papel fundamental na circulação interna do convento, assegurando a ligação entre as construções joaninas e as resultantes de campanhas arquitetónicas anteriores. Na época da sua construção era referido como «crasta pequena» e, já no final do século XVI, o cronista frei Jerónimo Román chamava-lhe «claustrinha».

Segundo a informação divulgada pelo Convento de Cristo, a sua composição revela algum experimentalismo de João de Castilho, distinguindo-se da maior uniformidade dos restantes claustros executados pelo arquiteto. As colunas volumosas e os arcos abatidos do piso térreo, associados a uma componente escultórica de grande inventividade, apresentam paralelos com obras realizadas em Castela.
O piso superior foi parcialmente desmantelado em meados do século XIX, embora subsistam vestígios da estrutura original. De acordo com Ramalho Ortigão, a intervenção foi ordenada por D. Fernando II para evidenciar a janela da sacristia manuelina.
Fonte e fotos: Convento de Cristo






