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Ferreira do Zêzere: Junta explica protesto e alerta para dificuldades em pagar salários e serviços essenciais

Ferreira do Zêzere: Junta explica protesto e alerta para dificuldades em pagar salários e serviços essenciais. A Junta de Freguesia de Ferreira do Zêzere associa-se ao protesto contra o financiamento previsto na proposta de Orçamento do Estado para 2027, alertando para o risco de as freguesias enfrentarem dificuldades em assegurar despesas básicas, como combustíveis, salários e serviços essenciais à população.

Num esclarecimento dirigido aos cidadãos, a autarquia explica que a contestação envolve juntas do concelho e de todo o país e procura chamar a atenção para a falta de meios financeiros para responder às necessidades das populações.

“As Juntas de Freguesia são a primeira porta a que os cidadãos batem quando precisam de ajuda”, refere a Junta, sublinhando que a proximidade às pessoas tem de ser acompanhada pelas condições necessárias para resolver os seus problemas.

Segundo a autarquia, a proposta de Orçamento do Estado para 2027 não apresenta as respostas financeiras de que as freguesias necessitam, situação que poderá comprometer a sua capacidade de funcionamento.

A Junta esclarece que a forma de protesto consiste num encerramento temporário do atendimento ao público e dos serviços, com caráter simbólico. “Não estamos em greve, nem a abandonar as nossas responsabilidades”, afirma, explicando que a medida pretende sensibilizar a população para a importância do trabalho desenvolvido pelas freguesias.

No mesmo esclarecimento, a autarquia rejeita uma leitura partidária da iniciativa e salienta que a ANAFRE — Associação Nacional de Freguesias representa freguesias de todo o território nacional, incluindo as regiões autónomas, independentemente da força política que as governa.

“Esta não é uma luta partidária. É uma luta pelas freguesias e, acima de tudo, pelas pessoas”, sustenta.

Reconhecendo que o encerramento temporário poderá causar incómodos, a Junta pede a compreensão e o apoio dos cidadãos. O objetivo, explica, é evitar que a insuficiência de financiamento venha a retirar às freguesias a capacidade de prestar os serviços de que as populações precisam.

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