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Hospital de Tomar testa tecnologia inovadora sem cirurgia para tratar dor lombar crónica

A Unidade Hospitalar de Tomar foi palco da realização de três procedimentos inovadores para o tratamento da dor lombar crónica de origem facetária, recorrendo ao sistema Neurolyser XR, uma tecnologia de última geração baseada em ultrassons focalizados de alta intensidade (HIFU). A intervenção decorreu no âmbito de um circuito europeu de demonstração clínica que reuniu um número restrito de hospitais, entre os quais foi selecionada a Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo.

ULS Médio Tejo foi uma das poucas instituições europeias selecionadas para utilizar o sistema Neurolyser XR, que recorre a ultrassons focalizados de alta intensidade.

Os procedimentos foram realizados no Bloco Operatório da Unidade de Cirurgia de Ambulatório de Tomar, sob a responsabilidade da Unidade da Dor Crónica do Serviço de Anestesiologia. Ao contrário das técnicas convencionais, o Neurolyser XR permite tratar a dor lombar causada pela artrose das articulações facetárias sem necessidade de introduzir agulhas ou outros dispositivos invasivos.

A tecnologia utiliza energia ultrassónica focalizada para criar uma lesão térmica controlada nos nervos responsáveis pela transmissão da dor, reduzindo significativamente os riscos de infeção e hemorragia, minimizando o desconforto para o doente e permitindo uma recuperação mais rápida.

Na ULS Médio Tejo foram intervencionados três doentes, tendo todos os procedimentos decorrido com sucesso técnico e sem qualquer complicação.

Segundo Nuno Franco, diretor do Serviço de Anestesiologia e coordenador da Unidade da Dor Crónica da ULS Médio Tejo, esta tecnologia representa mais um passo na evolução da medicina da dor. “O Neurolyser XR permite tratar determinados doentes de forma totalmente não invasiva, mantendo a precisão terapêutica e reduzindo os riscos inerentes aos procedimentos percutâneos. Para a nossa equipa, foi uma oportunidade de contactar com uma tecnologia de enorme potencial e de contribuir para a avaliação da sua aplicação clínica”, afirma.

O responsável manifesta ainda a expectativa de que esta solução possa vir a integrar a prática clínica da instituição já durante o próximo ano, caso estejam reunidas as condições necessárias.

Também o presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos, considera que a participação neste projeto internacional constitui um reconhecimento da qualidade das equipas da instituição.

“A participação continuada dos profissionais da ULS Médio Tejo em projetos com tecnologias emergentes reforça a confiança que existe nas competências das nossas equipas. A inovação só faz sentido quando se traduz em melhores cuidados para os utentes e em oportunidades de desenvolvimento para os profissionais”, sublinha.

Com esta participação no circuito europeu de demonstração clínica, a ULS Médio Tejo reforça a sua aposta na inovação tecnológica e na adoção de soluções diferenciadoras, procurando disponibilizar tratamentos cada vez mais seguros, precisos e menos invasivos para os seus utentes.

Fonte: ULS Médio Tejo

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