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Lezíria e Médio Tejo querem contratar 135 médicos especialistas

A escassez de médicos continua a ser um dos maiores desafios do Serviço Nacional de Saúde, mas na região da Leziria e do Médio Tejo há agora uma tentativa clara de inverter o problema. As Unidades Locais de Saúde (ULS) da Lezíria e do Médio Tejo abriram 135 vagas para médicos recém-especialistas, numa operação de reforço clínico que pretende responder à falta de profissionais e aumentar a capacidade de resposta hospitalar e dos cuidados de proximidade.

20 vagas para médicos de família para os concelhos da Lezíria

A maior fatia pertence à ULS da Lezíria, que recebeu autorização para contratar 81 médicos. O reforço abrange praticamente todas as áreas estratégicas do hospital, desde anestesiologia, medicina interna e pediatria até especialidades mais diferenciadas como oncologia, neurologia ou imunohemoterapia. A aposta estende-se também aos cuidados de saúde primários, com 20 vagas para médicos de família distribuídas por várias unidades da região, incluindo Santarém, Rio Maior, Chamusca e Coruche.

Além da resposta hospitalar, a prioridade passa por recuperar a proximidade nos centros de saúde, numa altura em que muitos utentes continuam sem médico de família atribuído. O objetivo das administrações é travar a saída de profissionais e tornar o território mais competitivo na atração de novos médicos.

19 destinam-se à medicina geral e familiar para concelhos do Médio Tejo

Também a ULS do Médio Tejo avança com um reforço significativo, ao abrir 54 vagas para especialistas. Destas, 19 destinam-se à medicina geral e familiar, abrangendo concelhos como Tomar, Abrantes, Entroncamento, Torres Novas, Ferreira do Zêzere ou Vila de Rei. As restantes vagas concentram-se em áreas hospitalares consideradas essenciais ao funcionamento da rede assistencial, como medicina interna, cirurgia geral, cardiologia, anestesiologia, psiquiatria e ginecologia/obstetrícia.

Um dos aspetos mais relevantes deste concurso é a classificação de sete vagas como postos de trabalho em zona carenciada. Essa designação permite atribuir incentivos financeiros aos médicos que aceitem fixar-se na região, numa tentativa de combater a dificuldade histórica de recrutamento fora dos grandes centros urbanos.

As administrações das duas ULS consideram que este reforço representa uma oportunidade para aumentar a estabilidade das equipas clínicas, reduzir tempos de espera e melhorar a capacidade de resposta dos serviços de saúde públicos na região. A expectativa é que a entrada destes especialistas permita reforçar áreas particularmente pressionadas, tanto nos hospitais como nos cuidados de saúde primários.

Com a abertura destas 135 vagas, o Ribatejo e o Médio Tejo tornam-se uma das regiões do país com maior reforço médico previsto nesta fase de colocação de recém-especialistas, numa altura em que o SNS procura recuperar capacidade de resposta e garantir maior cobertura assistencial às populações.

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