Máquinas avançam no leito do Nabão para retirar sedimentos acumulados. O rio Nabão está a ser alvo de trabalhos de limpeza e desassoreamento no troço que atravessa a cidade de Tomar. Máquinas pesadas encontram-se no leito a remover sedimentos, terras, vegetação e outros materiais acumulados, alterando temporariamente a paisagem habitualmente observada nas margens do rio.

A intervenção teve início no dia 7 de setembro e pretende restabelecer a capacidade de escoamento do Nabão, reduzindo a formação de obstáculos à passagem da água, sobretudo antes da chegada do período de maior precipitação.
Para a realização dos trabalhos foi instalado um estaleiro de apoio no Parque do Mercado Municipal, situação que condiciona o estacionamento naquela zona até ao final de setembro.

O Município de Tomar recebeu 200 mil euros do Fundo Ambiental para financiar o desassoreamento do troço urbano e outras ações de limpeza do curso de água, tanto a montante como a jusante da cidade. O apoio integra as verbas mobilizadas pelo Governo para a recuperação dos territórios afetados pela tempestade Kristin e pelas intempéries registadas no início do ano.

A limpeza e o desassoreamento do Nabão foram identificados pelo executivo municipal como intervenções prioritárias, tendo o assunto sido novamente abordado numa reunião realizada, em agosto, entre a Câmara de Tomar e o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado.

Além da remoção dos sedimentos, o Município tem vindo a defender intervenções nas margens e nas comportas dos açudes da cidade, assim como no açude do Sobreirinho e na zona da ribeira da Sabacheira. A qualidade da água e o risco de cheias continuam igualmente entre os principais problemas associados ao rio.

Os trabalhos agora visíveis no centro de Tomar constituem uma intervenção de manutenção e prevenção. O Nabão, porém, continua a exigir uma estratégia mais abrangente, à escala de toda a bacia hidrográfica, que conjugue a limpeza regular do leito com a melhoria do saneamento, o combate às descargas poluentes e a recuperação ambiental das margens.
Fotos: Isabel Miliciano





