spot_imgspot_img

Publicidade

Artigos Relacionados

ULS do Médio Tejo rescinde contrato da obra de Pedopsiquiatria em Tomar após sucessivos atrasos

ULS do Médio Tejo rescinde contrato da obra de Pedopsiquiatria em Tomar após sucessivos atrasos. O novo edifício, previsto para ficar concluído em sete meses, continua parcialmente construído e sem data de conclusão. A ULS Médio Tejo prepara um novo concurso público e vai exigir responsabilidades ao empreiteiro.

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo rescindiu o contrato de construção do novo edifício de Pedopsiquiatria do Hospital de Tomar, na sequência de sucessivos incumprimentos dos prazos pelo empreiteiro. A instituição está a preparar um novo concurso público para concluir os trabalhos, mas ainda não aponta uma data para a entrada em funcionamento das instalações.

Em resposta à agência Lusa, a ULS explicou que a empreitada foi adjudicada em fevereiro de 2025, com um investimento previsto de cerca de um milhão de euros e um prazo de execução de sete meses. Desde então, foram acordadas várias datas para a conclusão, sem que nenhuma tenha sido cumprida.

Segundo a instituição, o empreiteiro invocou dificuldades na disponibilidade de mão de obra e condições meteorológicas adversas, incluindo tempestades na região. A ULS começou por privilegiar o diálogo e a negociação, procurando evitar os atrasos adicionais que uma interrupção contratual poderia provocar.

A conclusão dos trabalhos foi sucessivamente adiada para dezembro de 2025, maio e julho de 2026. A instituição acabou por estabelecer 15 de setembro como data-limite, mas o novo incumprimento levou à resolução do contrato.

O departamento jurídico da ULS iniciou os procedimentos para responsabilizar o empreiteiro, incluindo a aplicação de penalidades contratuais e a reclamação de indemnizações pelos danos causados.

Continuam por executar intervenções de elevada complexidade técnica e peso financeiro, entre as quais a cobertura do edifício, os sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado e outras instalações essenciais ao funcionamento da unidade. A ULS está a ultimar um novo caderno de encargos para lançar o concurso destinado à conclusão da obra.

Os esclarecimentos surgem depois de a Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo ter denunciado o atraso, assinalando que tinham passado 19 meses desde a adjudicação e consignação de uma empreitada inicialmente prevista para sete meses. Segundo a comissão, os trabalhos estavam parados e a construção permanecia ao nível do piso térreo.

“Populações e profissionais precisam que a obra seja concluída para mais e melhores cuidados de saúde”, defendeu a estrutura.

A ULS lamentou os atrasos e reafirmou a importância do investimento para melhorar a resposta em saúde mental às crianças e jovens da região. Garantiu, contudo, que os cuidados de Pedopsiquiatria continuam assegurados no Hospital de Tomar, sem interrupção decorrente dos constrangimentos da empreitada.

O projeto prevê novas instalações junto à portaria principal do hospital, com gabinetes de consulta, espaços de terapia e áreas de apoio. O financiamento inclui 591 mil euros do Plano de Recuperação e Resiliência e 317 mil euros de verbas próprias da ULS.

A Comissão de Utentes questionou também o desenvolvimento do Serviço de Medicina Física e Reabilitação no Hospital de Tomar, previsto, segundo a estrutura, no Plano de Atividades para 2026.

Sobre esta matéria, a ULS esclareceu à Lusa que o projeto se mantém, mas depende da contratação de médicos. Este ano foi admitido um profissional, mas outro reformou-se, pelo que a instituição considera não dispor ainda de um corpo clínico suficiente para avançar. As candidaturas ao internato da especialidade decorrem até 9 de novembro.

Fonte: agência Lusa.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Em Destaque