Terça-feira, 17 Fevereiro 2026
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Nómadas digitales en Marruecos: la tendencia de viajes de larga duración en el norte de África

Marrocos e trabalho remoto: porque crescem as estadias de média duração fora da Europa

Marrocos tem sido escolhido por profissionais que trabalham à distância e optam por passar semanas ou meses fora da Europa. O aumento destas estadias assenta em fatores práticos, como ligações aéreas frequentes, um custo de vida mais baixo do que em muitas cidades europeias e uma rede urbana capaz de sustentar rotinas de trabalho continuadas.

Em 2025, o país ultrapassou os 19,8 milhões de chegadas turísticas, segundo dados divulgados pelo Ministério do Turismo marroquino. Uma parte destes fluxos, para além da mobilidade interna, inclui trabalhadores que permanecem por períodos prolongados e organizam a estadia em função do trabalho remoto.

Marrakech no centro das permanências prolongadas

Marrakech concentra a maior parte destas presenças. A cidade reúne ligações diretas com a Europa, um mercado de arrendamento relativamente flexível e um número crescente de espaços de coworking. Muitos destes espaços estão no bairro moderno de Guéliz, escolhido por profissionais pela qualidade da ligação à internet e pela proximidade a cafés com uma oferta mais próxima do padrão europeu.

Também Essaouira e Tânger têm registado um aumento de estadias prolongadas, associadas a custos mais contidos e a um ritmo quotidiano menos intenso do que nos grandes centros urbanos.

Um perfil diferente do turista tradicional

Quem escolhe Marrocos para trabalhar à distância não segue a lógica do turismo de curta duração. Em muitos casos trata-se de freelancers, consultores e profissionais digitais que trabalham online e procuram uma base estável por períodos médios ou longos. O alojamento é alugado por semanas, a qualidade da ligação à internet torna-se um requisito central e as despesas do dia a dia são planeadas numa lógica mensal.

Custo de vida e infraestrutura como fatores de escolha

Um dos elementos que mantém Marrocos competitivo é o custo de vida. Rendas, transportes e serviços tendem a ser mais acessíveis do que em muitas cidades europeias, o que permite sustentar uma permanência continuada sem pressionar excessivamente o orçamento. A expansão da fibra ótica nas principais áreas urbanas consolidou condições para trabalhar com estabilidade, inclusive em atividades que dependem de ligações fiáveis.

A regra dos 90 dias e a gestão prática da permanência

Cidadãos europeus podem permanecer em Marrocos até 90 dias sem visto. Este limite influencia a forma como muitos profissionais organizam o calendário, os deslocamentos e a renovação de estadias. Para quem trabalha à distância, a permanência não depende apenas do local escolhido, mas também da gestão concreta do quotidiano, desde a habitação até às rotinas de trabalho.

Saúde e seguros em estadias mais longas

Entre os pontos avaliados por quem fica mais tempo está a cobertura de saúde. Em estadias prolongadas é comum considerar soluções como um seguro viagem Marrocos, útil para responder a necessidades médicas durante a permanência. Quando o plano passa por períodos mais longos, ganha peso uma cobertura desenhada para estadias extensas, como um seguro viagem longa duração, mais adequado para quem não regressa com frequência ao país de origem.

Cidades preparadas para uma população internacional

Marrocos continua a ser escolhido também pela estabilidade do contexto urbano e pela presença de serviços orientados para uma população internacional. As principais cidades têm vindo a consolidar um equilíbrio entre vida quotidiana e atividade profissional, sem se transformarem exclusivamente em destinos turísticos.

A expansão dos nómadas digitais no país acompanha uma mudança estrutural na forma de trabalhar. O trabalho remoto alterou as lógicas de permanência e colocou o Norte de África entre as áreas mais consideradas para estadias longas. Dentro desse movimento, Marrocos tornou-se uma das bases mais utilizadas por quem procura continuidade de trabalho fora da Europa.

 

 

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