Golegã abre hoje dez dias de festa a cavalo numa edição marcada pelo reconhecimento patrimonial. A Feira Nacional do Cavalo começa esta sexta-feira, 6 de novembro, e prolonga-se até dia 15. A 50.ª edição celebra o cavalo lusitano, a tradição dos campinos e o São Martinho, poucas semanas depois da inscrição da Feira da Golegã no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
A Golegã volta a ser ponto de encontro de criadores, cavaleiros e visitantes com o arranque, esta sexta-feira, de dez dias dedicados ao cavalo e às tradições ribatejanas. A 50.ª edição da Feira Nacional do Cavalo decorre até 15 de novembro, reunindo competição desportiva, espetáculos equestres, homenagens e manifestações culturais ligadas à identidade da vila. Este ano, o certame assume também a designação Caixa Golegã – Feira Nacional do Cavalo, no âmbito da parceria com a Caixa Geral de Depósitos.
A edição de 2026 chega com um reconhecimento particularmente significativo: a inscrição da Feira da Golegã no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, publicada em Diário da República a 12 de outubro. A decisão destaca a importância da feira para a identidade da comunidade local e a sua ligação ao universo equestre, identificando raízes na Feira de São Martinho desde o século XVI. É esta história, construída entre a atividade agrícola, o cavalo e a vivência popular, que volta agora a ocupar as ruas e o Arneiro.
O programa de abertura tem início às 08h00, com o Concurso Nacional Especial de Saltos de Obstáculos, no Hippos Golegã — Centro de Alto Rendimento de Desportos Equestres. Seguem-se a prova de ensino da Taça de Portugal de Equitação de Trabalho, às 10h00, no Arneiro, e a prova de ensino do Campeonato Nacional de Atrelagem, às 15h30, no Hippos. À noite, pelas 21h30, a Charanga e a Reprise da Guarda Nacional Republicana apresentam-se no Arneiro, num dos destaques deste primeiro dia.
A componente cultural inclui, às 18h30, a exposição de pintura e escultura tauromáquica «De Campo e Praça», no Museu Manuel dos Santos.
O primeiro fim de semana promete reunir diferentes expressões da prática equestre. No sábado, os concursos de endurance arrancam às 07h00, com percursos de 40, 80 e 100 quilómetros, enquanto a Taça de Portugal de Equitação de Trabalho prossegue com as provas de maneabilidade e velocidade. Às 21h30, o Arneiro recebe a «Prova das 6 Barras», integrada no VIII Troféu Pedro Faria.
Domingo, 8 de novembro, é o Dia do Campino. As casas agrícolas levam ao Arneiro as provas de destreza e perícia, às 15h00, e de condução de cabrestos, às 16h00. A homenagem ao campino e a entrega de prémios estão marcadas para as 18h00, valorizando uma figura central da cultura ribatejana.
O São Martinho, a 11 de novembro, volta a ocupar um lugar de destaque. O Cortejo dos Romeiros parte às 11h30 da Porta de Fernão Lourenço, seguindo-se a bênção junto à Igreja Matriz, ao meio-dia, e a chegada ao Arneiro, às 12h30. O desfile de amazonas realiza-se às 13h00.
Nesse dia, a feira associa-se também à celebração do Dia Nacional das Raças Autóctones, com apresentações de equídeos e de cães de raças portuguesas, além de um seminário no Equuspolis. A programação noturna inclui a apresentação equestre «Proud of Portugal», às 20h00, e o Troféu Marquês de Marialva, às 21h00.
Outro dos momentos centrais está reservado para quinta-feira, 12 de novembro, com os concursos de apresentação do cavalo de sela e a escolha dos campeões. A partir das 19h00, o programa contempla ainda o descerramento da placa alusiva à inscrição da Feira da Golegã no inventário nacional. A noite termina com a Gala Equestre, às 21h30, que contará com a presença especial da Escola Portuguesa de Arte Equestre.
No último fim de semana, a competição volta a ganhar protagonismo com as finais do Campeonato Nacional de Equitação de Trabalho e do Campeonato Nacional de Combinado de Maratona. Os Prémios Golegã 2026, destinados a distinguir a excelência equestre, serão entregues no sábado, dia 14, às 18h30.
Ao longo dos dez dias, a Feira Nacional do Cavalo será também um espaço de contacto entre criadores nacionais e estrangeiros, de apresentação de cavalos e de negócios ligados ao setor, com especial enfoque no lusitano. A dimensão profissional cruza-se com a festa popular de São Martinho, entre a água-pé e as castanhas assadas, mantendo a ligação entre o certame e as tradições que lhe deram origem.




