Governo promete acelerar projetos de energia, inovação e mini-hídrica em Abrantes. A Agência Portuhuesa do Ambiente (APA) deverá encontrar financiamento para recuperar linhas de água, enquanto a DGEG assumirá a gestão da Zona Livre Tecnológica. Mini-hídrica de 13 milhões de euros também recebeu o apoio da ministra

Abrantes quer transformar as suas vantagens energéticas e industriais num motor de desenvolvimento económico. A ambição ganhou novo impulso com a visita da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e do secretário de Estado Adjunto e da Energia, Jean Barroca, que deixaram compromissos relacionados com a recuperação das linhas de água, a Zona Livre Tecnológica e a construção de uma central mini-hídrica.
A visita de trabalho realizou-se na segunda-feira, 14 de setembro, e ficou marcada pelo reconhecimento de que o concelho reúne condições particularmente atrativas para captar novos investimentos.
“Abrantes dispõe de quatro fatores muito competitivos e que são grandes valores acrescentados, nomeadamente a energia, a água, o espaço industrial e o conhecimento na área industrial”, afirmou Maria da Graça Carvalho.
Para a governante, estas condições devem ser aproveitadas rapidamente, uma vez que representam recursos cada vez mais escassos, mesmo no plano internacional, e poderão contribuir para a instalação de empresas e para a criação de emprego.

APA deverá financiar recuperação das linhas de água
O primeiro momento da visita decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Abrantes, onde foram analisados os danos provocados pelas cheias deste ano nas linhas de água do concelho. No encontro, a ministra comprometeu-se a diligenciar para que a Agência Portuguesa do Ambiente encontre, com brevidade, financiamento destinado às necessárias intervenções de recuperação.
A reunião serviu igualmente para abordar as consequências do encerramento da Central Termoelétrica do Pego e o desenvolvimento dos projetos associados à transição justa, concebidos para compensar os impactos económicos e sociais provocados pelo fim da produção de eletricidade a partir do carvão.
Mini-hídrica representa investimento de 13 milhões
Entre os projetos apresentados está a construção de uma central mini-hídrica associada ao açude insuflável de Abrantes, num investimento estimado em 13 milhões de euros.
Maria da Graça Carvalho manifestou disponibilidade para ajudar a desbloquear o processo e concretizar a intervenção.
“É um valor importante que deve ser aproveitado e vamos tentar resolver para que esse potencial seja utilizado através de uma mini-hídrica. Podem contar com a nossa ajuda para colocar este projeto no terreno”, declarou a ministra.
DGEG vai assumir operacionalização da Zona Livre Tecnológica
A segunda parte da visita realizou-se no Tagusvalley – Parque de Ciência e Tecnologia, onde os representantes do Governo acompanharam o trabalho desenvolvido em torno da Zona Livre Tecnológica de Abrantes.
Das reuniões resultou o compromisso de a Direção-Geral de Energia e Geologia transferir para o Tagusvalley, através de um protocolo, a gestão e a operacionalização da Zona Livre Tecnológica.
Este espaço deverá permitir a experimentação de tecnologias, produtos e serviços inovadores em condições reais, funcionando como instrumento de atração de investimento qualificado para Abrantes e para toda a região.
Jean Barroca revelou ainda que parte do ponto de injeção de energia na rede, localizado no Pego, ficará afeta à Zona Livre Tecnológica, criando uma ligação direta entre a infraestrutura energética existente e os novos projetos empresariais e tecnológicos.
Valamatos acredita em “anos prósperos”
No final da visita, o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, considerou que os compromissos assumidos pelo Governo abrem novas perspetivas para o concelho. “A presença da senhora ministra e do secretário de Estado da Energia dá-nos esperança para o arranque dos projetos que estão em carteira e de outros que virão”, afirmou o autarca, acrescentando acreditar que “os próximos anos serão prósperos”.
A visita contou ainda com a participação do diretor executivo do Tagusvalley, Pedro Saraiva, do vogal executivo da Comissão Diretiva do Centro 2030, Jorge Brandão, do secretário executivo da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Miguel Pombeiro, e de Paulo Partidário, da Direção-Geral de Energia e Geologia, entre representantes de outras entidades parceiras.






