Uma praga de percevejos detetada na Escola Prática da PSP (EPP), em Torres Novas, está a obrigar à adoção de medidas de contenção, incluindo o encerramento de quartos e o realojamento de vários alunos que frequentam o curso de formação de agentes.
A informação foi confirmada pela Polícia de Segurança Pública ao Correio da Manhã, adiantando que a situação teve início há cerca de três semanas no denominado Alojamento A da escola. Numa primeira fase, foram encerrados três quartos para permitir a realização de operações de desinfestação, tendo os formandos sido transferidos para outros espaços da unidade de ensino.
Segundo fonte oficial da PSP, o problema “mantém-se sob monitorização permanente”, estando a ser desenvolvidas intervenções de desinfestação e de acompanhamento para evitar a propagação da infestação a outras áreas da escola. Até ao momento, não foi divulgado o número de alunos afetados nem se a situação teve impacto no normal funcionamento das atividades letivas.

Os percevejos são pequenos insetos parasitas que se alimentam de sangue humano, sobretudo durante a noite, e tendem a instalar-se em colchões, estrados, mobiliário e fendas das paredes. Embora não sejam conhecidos por transmitir doenças, as suas picadas podem provocar reações alérgicas, comichão intensa e perturbações do sono, sendo a eliminação destas pragas frequentemente complexa e exigindo tratamentos especializados.
A Escola Prática da PSP, sediada em Torres Novas, é o principal centro de formação de agentes da Polícia de Segurança Pública. Atualmente decorre naquele estabelecimento um curso de formação iniciado em junho, que reúne cerca de 650 formandos, após um processo de seleção que contou com mais de quatro mil candidatos.
Fonte: Correio da Manhã.




