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Obras essenciais para a segurança da Barragem do Castelo de Bode adiadas para 2027

As obras inicialmente previstas para este verão foram adiadas para 2027. A intervenção é considerada essencial para a segurança da infraestrutura, mas levanta preocupações pelo impacto que poderá ter na Albufeira. A intervenção nos descarregadores de cheias da barragem do Castelo de Bode deverá avançar entre junho e outubro de 2027. Trata-se de uma operação de manutenção preventiva considerada essencial para garantir o bom funcionamento e a segurança da barragem a longo prazo.

Segundo a EDP, os municípios pediram para que as obras fossem adiadas um ano. Porquê? Porque, obviamente, ao baixar a barragem vai afetar as atividades económicas, que se desenvolvem em torno da barragem.
Segundo conseguimos apurar, a realização dos trabalhos obriga a baixar o nível da água da albufeira para valores abaixo da cota do descarregador, o que corresponde a cerca de 56% da capacidade total de armazenamento. Vai implicar ter de baixar 16 metros o nível da água na barragem. E é sobre este impacto que os empresários que operam aqui, têm receio.

Obras na Barragem de Castelo do Bode adiadas para 2027 geram alívio imediato, mas aumentam apreensão no setor turístico

“A albufeira do Castelo de Bode é um dos principais pontos de atração turística da região. Sobretudo durante os meses de verão, quando a procura por alojamentos e atividades náuticas aumenta significativamente, por isso esperemos que não haja restrições”, exclama Jorge Rodrigues da Associação de Empresários do Castelo de Bode, que adianta ainda que os alojamentos turísticos e o turismo, à volta do Castelo de Bode, dependem do plano d’água. Uma baixa excessiva do plano d’água afeta naturalmente a atividade turística, desde os passeios de barco até à prática e aulas de ski Náutico, do wakeboard, do Wake Surf, Canoagem, Stand-up Pedal, são uma forte motivação para a utilização da albufeira. Também acreditamos que a atividade náutica não influencia negativamente a qualidade da água”, conclui.

O presiente da CIMT, Manuel Valamatos, referiu que a obra estava prevista para este verão, mas foi adiada para que a região pudesse recuperar depois dos estragos provocados pela tempestade. “Temos feito um grande esforço de promoção da barragem do Castelo de Bode, deste grande lago, que tem uma importância muito significativa no contexto económico do verão na região. Baixando muito os níveis da albufeira, obviamente põe em causa práticas e atividades na própria barragem do Castelo de Bode.
Avança ainda que o ideal era mesmo desfasar no tempo, ou seja, passar para a época baixa, mas se por alguma razão técnica não seja possível, a intervenção tem mesmo que acontecer durante os meses do verão.

O facto de as obras serem adiadas um ano, dá margem de manobra aos operadores turísticos e aos operadores envolvidos na atividade náutica do Castelo de Bode, que permite, no fundo, recuperarem, porque também foram afetados com as tempestades e as intempéries dos meses de janeiro e fevereiro. Permite que possam de alguma forma, recuperar um pouco desse prejuízo.
Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente e EDP, esta intervenção não representa riscos para a infraestrutura nem para as populações. O abaste-
cimento de água para consumo humano, a manutenção do caudal ecológico do Tejo e a capacidade de produção de energia elétrica deverão continuar assegurados.

A EDP explica ainda que os trabalhos vão decorrer no lado montante das comportas e incluem a substituição do sistema de estancuidade, o tratamento anticorrosivo e a reparação de componentes estruturais. Com uma duração prevista de cerca de quatro meses, estas operações obrigam a que a zona de intervenção esteja a seco, justificando, assim, a realização das obras no verão.
O adiamento da obra permite para já algum alívio para a próxima época alta, mas deixa em aberto as dúvidas sobre o impacto futuro desta intervenção numa região onde a Albufeira é um dos principais motores de atração turística.

Fonte: SIC

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