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Cartas à diretora: Parque de Autocaravanas de Tomar

Exma. Sra. Diretora do Jornal O TEMPLÁRIO

Não nasci em Tomar, mas tenho costelas tomarenses, de uma família que muito deu a esta cidade… família Prista. Aqui fui criado, estudei e vivi muitos anos.

É com profunda tristeza que vejo o fecho do parque de autocaravanas da cidade, que tanto e tão bem acolhia os milhares de autocaravanistas que se deslocavam a esta bela cidade.

Decerto que a economia da cidade vai sofrer mais um vil ataque… Vejo já, pela Europa fora, nas plataformas digitais existentes, a tristeza pelo fecho de tão aprazível lugar e o sentimento que isso provoca.

Sou autocaravanista há mais de 30 anos. Vivo no sul, perto de Faro, numa aldeia com tradições, onde eu próprio criei uma zona para autocaravanas que todos agradecem, pois, continuamente, os autocaravanistas estão presentes, trazendo movimento a esta bela aldeia.

Costumo visitar Tomar duas a três vezes por ano, pernoitando naquele espaço, recordando memórias de infância e convivendo com amigos… Não sei se voltarei nestas condições.

Tenho assistido a algumas presidências que, aos poucos, têm destruído coisas elementares da vida urbana.

Temos na Europa cerca de 10.000 áreas de serviço para autocaravanas (ASA), para um universo atual de mais de 3 milhões de autocaravanas.

Existem cerca de 150 ASA em Portugal, com tendência para aumentar, pois os municípios começam a verificar que este é um meio de atrair turistas, que são cada vez mais neste setor.

Tomar, mais uma vez na sua história, parece querer andar para trás. Sem olhar a tendências políticas, tivemos um presidente camarário que não descansou enquanto não fechou um dos mais belos parques de campismo da Europa, vindo outro que percebeu que o autocaravanismo tinha de ser bem-vindo e deu a volta ao assunto… Centenas ou milhares vieram a esta cidade.

Não está em causa ser a pagar — ninguém é obrigado a oferecer nada. O autocaravanista paga para ser bem recebido, mas foge de quem o mal trata.

Acabar com o parque para criar um espaço para festejos — “Festa Templária”, “Congresso da Sopa” ou outros — é desvirtuar a beleza desses eventos e tentar levar as pessoas para “guetos” que nada têm a ver com a recriação dos mesmos. E, se pensarmos, o que virá aí para a “Festa dos Tabuleiros”…?

O povo foi quem elegeu esta vereação, mas o povo tomarense decerto sabe o que é bom para a cidade e saberá levantar a voz contra tanta aberração da vereação e da sua presidência.

Num pequeno à parte, não me esqueço da manifestação tomarense quando quiseram desviar o leito do rio Nabão — eu estava presente.

Sra. Diretora, o seu jornal sempre foi a voz do bem para a cidade de Tomar e, decerto, deverá ouvir pessoas e comerciantes, todos aqueles que vão ser prejudicados por tão nefasta realidade.

Reformular o espaço, sim, com pagamento para superar as despesas de manutenção — sim. Fechar, não!

Obrigado

Mário Prista
(Neto de Silvestre Prista e Mário Prista ilustres tomarenses)

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