O projeto ibérico para instalar uma gigafábrica de inteligência artificial (IA) em Portugal vai avançar exclusivamente em Sines, deixando de fora o polo secundário que chegou a ser ponderado para a zona industrial do Pego, no concelho de Abrantes. A opção, noticiada pelo Correio da Manhã, confirma que “Abrantes não passou de uma miragem” e que toda a operação ficará ancorada na cidade portuária alentejana.
A decisão assenta nas vantagens infraestruturais de Sines, onde já existe um mega centro de dados e onde convergem cabos submarinos de telecomunicações estratégicos para a Europa. Em Espanha, o projeto-irmão ficará em Tarragona, na Catalunha, compondo a candidatura conjunta ibérica a um dos cinco polos de computação avançada que a Comissão Europeia pretende promover.
Com um investimento superior a oito mil milhões de euros, financiado por capitais públicos e privados, a gigafábrica portuguesa deverá integrar mais de 100 mil processadores de última geração e alcançar 150 megawatts (MW) de capacidade de computação. O calendário aponta para plena operação em 2028.
A infraestrutura será dedicada ao treino de modelos avançados de IA com aplicação em múltiplas indústrias, entre as quais a defesa e a farmacêutica. Para Sines, a concentração do projeto reforça a ambição de se afirmar como hub tecnológico e de dados no Atlântico; para Abrantes, a exclusão do Pego frustra expectativas de reconversão industrial da antiga central a carvão e reabre o debate sobre alternativas de investimento para a região. Fonte: ECO
Recorde-se que em setembro de 2025, O Templário noticiou a possível escolha do Pego para instalar o projeto. Veja aqui:
https://otemplario.pt/abrantes-vai-receber-investimento-historico-de-7-mil-milhoes-de-euros/




