Homem foi agredido em Ferreira do Zêzere e suspeita que a agressão foi encomendada. A vítima afirma ter sido atacada por dois homens e obrigada a abandonar o local onde também reside. O caso foi participado à GNR e terá origem num conflito familiar e empresarial, segundo o denunciante.
Um homem denunciou ter sido agredido na quinta-feira, dia 17, entre as 16 e as 17 horas, e ameaçado com uma arma por dois indivíduos junto às instalações de uma empresa situada no concelho de Ferreira do Zêzere, onde mantém atualmente a sua residência (num piso superior da empresa).
Segundo o relato feito ao O Templário, os dois homens chegaram ao local numa viatura de alta cilindrada (Porsche) entraram nas instalações, onde terão conversado com uma pessoa ligada à administração da empresa. Quando a vítima se aproximou junto do Porsche, um dos indivíduos tê-la-á derrubado, seguindo-se várias agressões.
O homem conseguiu afastar-se e tentou pedir ajuda para contactar a GNR. Contudo, de acordo com a sua versão, os suspeitos regressaram pouco depois, desta vez ameaçando-o com uma arma e ordenando-lhe que abandonasse definitivamente o local onde reside. “Disseram-me que não dormia mais ali”, contou a alegada vítima, que afirma ter procurado refúgio numa zona superior do edifício até os homens se retirarem.
Na sequência da agressão, o homem foi transportado ao Hospital de Abrantes, onde, segundo declarou, realizou exames à cabeça e à região lombar. Posteriormente, apresentou participação junto da GNR.
Na origem do caso estará um conflito familiar e empresarial que se prolonga há vários anos. O denunciante afirma ter sido afastado da empresa que fundou e que se encontra atualmente nas mãos de familiares. Apesar de afirmar que a agressão possa estar relacionada com essa disputa, admite que esta agressão poderá ter sido encomendada e exibe documento que diz ter encontrado, que o leva a fundamentar que a agressão de que foi vítima, foi a pedido de alguém.

A vítima diz recear novas agressões e garante não ter outra habitação para onde possa ir. O caso deverá agora ser investigado pelas autoridades e remetido ao Ministério Público.
As fotos são publicadas com a devida autorização da vítima de agressão.





