O Médio Tejo e a Lezíria do Tejo contam com nove patrimónios candidatos à edição de 2026 das Novas 7 Maravilhas de Portugal, concurso que procura distinguir alguns dos mais emblemáticos exemplos do património edificado nacional.
“Tomar lidera representação regional com três candidaturas, entre as quais o Convento de Cristo, o Castelo Templário e Barragem do Castelo do Bode”
147 candidatos selecionados em todo o país
Entre os 147 candidatos selecionados em todo o país, a região está representada em seis das sete categorias a concurso, reunindo monumentos, edifícios históricos, obras de engenharia e espaços culturais de reconhecido valor patrimonial.
Na categoria de Castelos, o destaque vai para três dos mais importantes testemunhos da história militar portuguesa: o Castelo de Almourol, em Vila Nova da Barquinha e o Castelo Templário de Tomar.

A categoria Grandes Obras inclui a Barragem de Castelo do Bode, situada no concelho de Tomar, uma das mais importantes infraestruturas hidroelétricas e de abastecimento de água do país.

Na categoria História, a região apresenta a Casa-Estúdio Carlos Relvas, na Golegã, considerada uma das mais relevantes referências da fotografia portuguesa do século XIX.

O património religioso está representado pelo Convento de Cristo, em Tomar, monumento classificado como Património Mundial da UNESCO, e pela Catedral de Santarém.

Na categoria Século XX concorrem o Mercado de Santarém e o Palácio da Justiça de Santarém, dois edifícios marcantes da arquitetura portuguesa do século passado.

Já na categoria Turismo, a candidatura da região é a Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça, antiga residência de José Relvas e um dos mais importantes museus da região.

Candidatos da região
Categoria: Castelos
- Castelo de Almourol (Vila Nova da Barquinha)
- Castelo Templário de Tomar
Categoria: Grandes Obras
- Barragem de Castelo do Bode (Tomar)
Categoria: História
- Casa-Estúdio Carlos Relvas (Golegã)
Categoria Religião
- Convento de Cristo (Tomar)
- Catedral de Santarém
Categoria: Século XX
- Mercado de Santarém
- Palácio da Justiça de Santarém
Categoria: Turismo
- Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça
Como funciona o concurso
As Novas 7 Maravilhas de Portugal são organizadas através de um modelo que combina avaliação técnica e votação popular. Numa primeira fase, as candidaturas são apresentadas por municípios, entidades gestoras ou organizações ligadas ao património.
Após a seleção inicial, os candidatos participam em várias fases eliminatórias e galas televisivas, durante as quais o público é convidado a votar por telefone nos seus favoritos. Os mais votados avançam para as semifinais e para a grande final, onde serão escolhidos os vencedores das sete categorias.
Promoção do património ou investimento municipal?
Apesar da notoriedade alcançada pelo concurso ao longo dos anos, a iniciativa continua a suscitar debate.
A participação implica o pagamento de taxas de candidatura e, na maioria dos casos, investimentos adicionais por parte dos municípios em campanhas de divulgação, publicidade, eventos promocionais e mobilização do voto popular.
Os defensores do modelo consideram que a exposição mediática proporcionada pelas transmissões televisivas constitui uma oportunidade de promoção turística difícil de alcançar por outras vias, contribuindo para atrair visitantes e reforçar a identidade dos territórios.
Por outro lado, alguns críticos argumentam que a capacidade financeira dos municípios pode influenciar o resultado final, uma vez que as campanhas de promoção e mobilização tendem a favorecer os candidatos apoiados por estruturas mais robustas.
Entre a valorização do património e a competição pela visibilidade nacional, o concurso continua, ainda assim, a mobilizar comunidades locais e autarquias de todo o país. Para o Médio Tejo e a Lezíria do Tejo, a edição de 2026 representa uma oportunidade para colocar alguns dos seus mais importantes símbolos patrimoniais no centro das atenções nacionais.





