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Tancos prepara regresso à operação aérea e reforça centralidade estratégica do Médio Tejo

Formação de pilotos de helicópteros do Exército começa já em julho

O aeródromo militar de Tancos, em Vila Nova da Barquinha, deverá iniciar já em julho a formação de pilotos de helicópteros do Exército, marcando um passo decisivo na reativação de uma infraestrutura considerada estratégica para a mobilidade militar em Portugal.

Tancos prepara regresso à operação aérea e reforça centralidade estratégica do Médio Tejo

O anúncio foi feito pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, Eduardo Mendes Ferrão, durante a assinatura da adenda ao protocolo entre o Exército e o Município de Vila Nova da Barquinha para o Centro Interativo das Tropas Paraquedistas.

“Já em julho, em princípio, começaremos aqui a formação dos nossos pilotos”, afirmou o general, confirmando que os helicópteros estarão em Tancos para dar início à nova fase operacional.

A antiga Base Aérea n.º 3 encontra-se em processo de requalificação para acolher a futura unidade de helicópteros de apoio, proteção e evacuação do Exército. O projeto representa não apenas um reforço da capacidade militar nacional, mas também um novo impulso para o território do Médio Tejo, consolidando Tancos como uma das principais plataformas logísticas e operacionais das Forças Armadas.

Localização geográfica da região é um ativo estratégico

Para o Exército, a localização geográfica da região é um ativo estratégico difícil de replicar. Segundo o CEME, a centralidade de Médio Tejo permite projetar forças rapidamente para qualquer ponto do país, beneficiando da proximidade a eixos rodoviários e ferroviários.

“A engenharia está aqui porque daqui pode ir para qualquer ponto do território”, sublinhou, numa referência ao Regimento de Engenharia n.º 1, instalado no Polígono Militar de Tancos.

Tancos prepara regresso à operação aérea e reforça centralidade estratégica do Médio Tejo

Unidades militares de referência na região Abrantes, Santa Margarida da Coutada, Tancos e Tomar

O general destacou ainda a concentração de unidades militares de referência entre Abrantes, Santa Margarida da Coutada, Tancos e Tomar, considerando que essa rede fortalece a capacidade de resposta operacional em cenários nacionais e internacionais.

Mas o desenvolvimento militar da região está também dependente de infraestruturas civis. Entre os projetos considerados prioritários surge a eventual construção de uma nova travessia sobre o rio Tejo, designadamente a Ponte da Praia, entre Constância Sul e Praia do Ribatejo.

“Para o Exército é fundamental ter esta ponte aqui”, afirmou Mendes Ferrão, explicando que uma nova ligação entre margens permitiria acelerar a movimentação de tropas, viaturas e equipamento pesado, sobretudo a partir do Campo Militar de Santa Margarida.

A obra é há vários anos reivindicada por autarcas e agentes regionais, que a veem como peça-chave para a coesão territorial e para a competitividade económica do Médio Tejo.

Além da vertente exclusivamente militar, continua igualmente em aberto a possibilidade de utilização dual — civil e militar — do aeródromo de Tancos, hipótese defendida por vários autarcas da região como motor de desenvolvimento económico, captação de investimento e valorização logística.

Sem avançar compromissos concretos, o Chefe do Estado-Maior deixou, porém, uma mensagem de expectativa: “Temos uma excelente perspetiva de ter um grande sonho concretizado aqui no concelho.”

Com a reativação do aeródromo, Tancos volta a assumir protagonismo nacional, reposicionando o Médio Tejo no centro da estratégia militar portuguesa e reforçando o peso regional numa altura em que mobilidade, defesa e infraestruturas ganham nova relevância geopolítica.

 

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