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Quem se lembra d’ O Enterro do Bacalhau?

Segundo a recente edição do V volume dos Cadernos Nabantinos, dedicado ao tema 2Património Cultural Imaterial”, do concelho de Tomar, realizava-se em várias localidades, no sábado de Aleluia (sábado que antecede o domingo de Páscoa, segundo o calendário litúrgico), o Enterro do Bacalhau. Isto porque, o período da Quaresma (40 dias a seguir ao domingo gordo e o domingo de Páscoa), a Igreja Católica impunha aos seus fiéis o dever de fazerem jejum, não podendo comer carne todas as sextas-feiras neste período quaresmal.

Na freguesia de Asseiceira, a cerimónia foi realizada pela última vez em 1958.

Em suma a cerimónia constava de um momento satírico com trocadilhos, metáforas e exageros que eram usados para criar uma imagem negativa do réu (o bacalhau que personificava alguém conhecido).

Há registos que a cerimónia do Enterro do Bacalhau realizou-se em Tomar a 2 de Abril de 1904, e incluía um cortejo.

Curiosamente ao réu, “o bacalhau, eram imputadas várias acusações pela atitude imoral  e indecorosa que demonstra: enganar as lavadeiras com muitas “asneiras” e “aldabrices”, comportamento inadequado no Carnaval , tentando aproveitar-se  das meninas, o que revela o seu carácter questionável; beber demais e roubar comida e vinho, demonstrando ser um alcoólatra e ladrão; devedor  e caloteiro, mostrando falta de respeito pelas pessoas e não pagando as suas dívidas; ladrão disfarçado de pedinte, furtando um guarda-chuva, comportamento violento e desrespeitoso, invadindo casas e agredindo outras pessoas; aproveitar-se das pessoas e roubar comida, em uma cena de glotonaria, entre outros factos.”

Quem se lembra d' O Enterro do Bacalhau?

 

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