Já se antevia, uma grande enchente de povo no Salão Nobre dos Paços do Concelho, hoje, ao final da tarde, para se pronunciar sobre a realização da Festa dos Tabuleiros em 2027 e escolher o Mordomo entre os tomarenses disponíveis. Entre Mário Formiga (Mordomo da última festa) e Francisco Madureira, a maioria dos presentes escolheu Mário Formiga.

Pela primeira vez, esta inquirição ao povo de Tomar realizou-se na Praça da República, porque o Salão Nobre dos Paços do Concelho foi pequeno para acolher a enchente de tomarenses.

O presidente da Câmara, Tiago Carrão, abriu a reunião, começando por dizer que estava cumprida a tradição com a subida do povo ao Salão Nobre dos Paços do Concelho, mas a decisão seria tomada na Praça da República, devido ao número elevado de presenças.

Já na Praça da República, onde já se encontrava montado o sistema de som, o povo foi inquirido: “Sim ou não à Festa dos Tabuleiros em 2027?”, e o povo foi uníssono: “Sim!”

De seguida questionou o povo sobre quem estaria disponível para Mordomo ou se pretendiam indicar alguém para Mordomo. Ouviam-se os dois nomes entre o povo, “Formiga; Madureira”. Ambos subiram os degraus e ficaram lado a lado com os representantes do poder local. Tiago Carrão sugeriu que cada um deles ocupasse um lugar à esquerda e outro à direita do edifício da Câmara e que os seus apoiantes os deviam acompanhar, facilitando o apuramento. Segundo Tiago Carrão de acordo com os meios digitais que avaliaram os dois grupos, deu Mário Formiga com o maior número de apoiantes tendo, desta forma, sido escolhido para Mordomo da próxima Festa.

Mário Formiga emocionado exclamou, “nunca pensei passar por isto, não há vencidos nem vencedores e o que é importante é a Festa”, que o Povo de Tomar «ama» como a sua principal manifestação, evocou ainda a importância da festa vir a ser classificada como Patrimoónio Imaterial da UNESCO.
Em todo o processo foi notória a cordialidade e respeito entre os dois tomarenses que se disponibilizaram para Mordomo, ainda antes da escolha felicitaram-se com um sentido abraço. Foi um momento de elevação.
Registe-se ainda que foi a primeira vez, que o povo desceu à Praça da República, para cumprir a tradição, pois o Salão Nobre dos Paços do Concelho era pequeno para acolher tanto povo.

No final gritava-se “Viva a Festa”, e os sinos da Igreja de São João Baptista «selaram» o momento tocando por longos minutos.





